Imagens da operação e prefeito de Casimiro de Abreu, Ramon GidalteReprodução

Casimiro de Abreu - A Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e bens de pessoas físicas e empresas investigadas por suspeita de envolvimento em um esquema de fraudes em contratos públicos com a Prefeitura de Casimiro de Abreu. A decisão, cumprida nesta quinta-feira (23), prevê o sequestro de bens e valores de até R$ 270 milhões.

A medida foi solicitada pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), e autorizada pelo Juízo da 3ª Vara Criminal Especializada da Comarca da Capital.

De acordo com o MPRJ, a investigação apura a suposta prática de lavagem de dinheiro ligada a contratos firmados entre três empresas e o Município de Casimiro de Abreu.

Durante as apurações, os investigadores identificaram indícios de irregularidades em processos licitatórios, concentração de contratos nas empresas investigadas e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica dos envolvidos.

A coluna também recebeu a informação de que alguns secretários municipais estariam vinculados às empresas investigadas, atuando como funcionários dessas companhias.

O bloqueio de bens tem como objetivo garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos e preservar recursos que poderão ser utilizados caso as suspeitas sejam confirmadas ao longo do processo.

Até o momento, o Ministério Público não divulgou os nomes dos investigados nem das empresas envolvidas. As investigações seguem em andamento.