Vice-presidente da Câmara, Thiago Pinheiro (MDB)Foto: Reprodução

Araruama - O destaque da coluna nesta quinta-feira (13) é uma bomba que caiu em Araruama, onde cujo alvo foi o vice-presidente da Câmara, Thiago Pinheiro (MDB). Conforme boletim de ocorrência registrado no domingo (9), o vereador cometeu agressão à ex-companheira, Michele Andrade Pinheiro, usando de violência psicológica. No registro, ela relata episódios de humilhação e ofensas em conflitos dentro de casa.
Segundo Michele, Thiago a ameaçou, dizendo que iria prejudicá-la pessoalmente e até atingir seu pai. A vítima então procurou a polícia. E não ficou apenas no registro da ocorrência, ela decidiu representar contra o vereador e levar o caso adiante.
Cabe destacar que esse fato fez resgatar um outro episódio de agressão relatado em 2010.
A coluna entrou em contato com o vereador, que refutou a acusação. Thiago alega que "se exaltou" após ter recebido mensagens "de conteúdo ofensivo". O parlamentar adiantou, ainda, que vai prestar depoimento na 118 DP nesta sexta-feira (14).
20 ANOS DE MARIA DA PENHA
O curioso é que a denúncia chega justamente durante o Agosto Lilás, mês de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher e aniversário da Lei Maria da Penha, que na semana passada completou duas décadas. E é aí que a situação ganha um peso político ainda maior: o denunciado ocupa atualmente um dos principais cargos da mesa diretora da câmara araruamense.
Nas ruas da cidade, o caso já provoca questionamentos sobre qual será a postura da Casa diante da denúncia. A pergunta que começa a circular é simples: vai haver alguma reação ou os demais vereadores vão dar aquela tradicional passada de pano?
MALA FAMA
Como se esse episódio fosse suficientemente ruim para a fama de um político, o caso se soma a outros envolvendo o nome de Thiago, em investigações que correm na delegacia da cidade. É público e notório que o vereador teve seu nome relacionado a uma tentativa de homicídio contra um empresário e nesse processo existe uma delação ligando o nobre edil a uma milícia armada. Que coisa, hein, vereador?