Membros do Sepe em frente a prefeitura de Casimiro de AbreuReprodução
Entre as principais pautas levantadas pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) estão o cumprimento integral do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), o enquadramento dos trabalhadores da creche na Lei Federal nº 15.326/26, o pagamento correto das férias e a efetivação dos profissionais que já concluíram o período de estágio probatório. Além disso, os servidores exigem melhorias expressivas nas condições de trabalho nas escolas e creches de toda a rede municipal.
Reivindicações e falta de diálogo
O coordenador-geral do Sepe em Casimiro de Abreu e Rio das Ostras, Mauro Vinicius, destacou que a categoria tenta estabelecer um canal de diálogo com a prefeitura desde o início da gestão atual. Segundo o representante sindical, foram protocolados quatro ofícios formais ao longo do ano, mas o sindicato obteve apenas uma reunião com o prefeito, realizada há cerca de três semanas. Na ocasião, embora a pauta de reivindicações tenha sido apresentada formalmente, a resposta obtida resumiu-se a promessas genéricas de estudos de impacto sem prazos definidos para a concretização das melhorias.
A professora e vereadora Rosimery Mangifesta, que também integra a Comissão de Educação, reforçou o coro de insatisfação da categoria durante o ato público. De acordo com a parlamentar e educadora, as progressões funcionais, tanto vertical quanto horizontal, encontram-se totalmente atrasadas e negligenciadas pela administração municipal.
A vereadora pontuou que o período probatório engloba servidores que dedicaram anos de trabalho e que continuam aguardando os trâmites legais para sair da condição provisória, enquanto a gestão deixa de aplicar corretamente direitos consolidados, como o pagamento integral das férias de profissionais que atuam nos centros educacionais integrados do município.
Próximos passos e assembleia online
Durante todo o dia de paralisação, os manifestantes percorreram vias públicas de Casimiro de Abreu com faixas e cartazes, chamando a atenção da população para a situação da educação pública local. A mobilização dos servidores públicos da área educacional também recebeu apoio expressivo de parlamentares do legislativo municipal.
Até o momento, o prefeito Ramon Gidalte não recebeu os manifestantes para debater as demandas da pauta de reivindicações. Diante da ausência de posicionamento oficial e da falta de avanços concretos por parte da administração municipal, a categoria não pretende recuar. Uma assembleia online foi marcada para a noite desta quinta-feira (8) para reunir os servidores, avaliar os desdobramentos do ato de 24 horas e discutir em conjunto os rumos da próxima paralisação gradativa no município.



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