Membros do Sepe em frente a prefeitura de Casimiro de AbreuReprodução

Professores e profissionais da rede municipal de ensino realizaram um ato de paralisação de 24 horas nesta quinta-feira (8), concentrados na Praça Feliciano Sodré, em Casimiro de Abreu. O movimento teve como principal objetivo cobrar do prefeito Ramon Gidalte (PL) o cumprimento de direitos básicos e históricos da categoria, que relata dificuldades de diálogo com o Poder Executivo municipal ao longo da atual gestão administrativa.

Entre as principais pautas levantadas pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) estão o cumprimento integral do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), o enquadramento dos trabalhadores da creche na Lei Federal nº 15.326/26, o pagamento correto das férias e a efetivação dos profissionais que já concluíram o período de estágio probatório. Além disso, os servidores exigem melhorias expressivas nas condições de trabalho nas escolas e creches de toda a rede municipal.
Professores e servidores da educação de Casimiro cobram cumprimento das leis e plano de cargos em frente a Prefeitura - Reprodução
Professores e servidores da educação de Casimiro cobram cumprimento das leis e plano de cargos em frente a PrefeituraReprodução

Reivindicações e falta de diálogo

O coordenador-geral do Sepe em Casimiro de Abreu e Rio das Ostras, Mauro Vinicius, destacou que a categoria tenta estabelecer um canal de diálogo com a prefeitura desde o início da gestão atual. Segundo o representante sindical, foram protocolados quatro ofícios formais ao longo do ano, mas o sindicato obteve apenas uma reunião com o prefeito, realizada há cerca de três semanas. Na ocasião, embora a pauta de reivindicações tenha sido apresentada formalmente, a resposta obtida resumiu-se a promessas genéricas de estudos de impacto sem prazos definidos para a concretização das melhorias.

A professora e vereadora Rosimery Mangifesta, que também integra a Comissão de Educação, reforçou o coro de insatisfação da categoria durante o ato público. De acordo com a parlamentar e educadora, as progressões funcionais, tanto vertical quanto horizontal, encontram-se totalmente atrasadas e negligenciadas pela administração municipal.

A vereadora pontuou que o período probatório engloba servidores que dedicaram anos de trabalho e que continuam aguardando os trâmites legais para sair da condição provisória, enquanto a gestão deixa de aplicar corretamente direitos consolidados, como o pagamento integral das férias de profissionais que atuam nos centros educacionais integrados do município.

Próximos passos e assembleia online

Durante todo o dia de paralisação, os manifestantes percorreram vias públicas de Casimiro de Abreu com faixas e cartazes, chamando a atenção da população para a situação da educação pública local. A mobilização dos servidores públicos da área educacional também recebeu apoio expressivo de parlamentares do legislativo municipal.

Até o momento, o prefeito Ramon Gidalte não recebeu os manifestantes para debater as demandas da pauta de reivindicações. Diante da ausência de posicionamento oficial e da falta de avanços concretos por parte da administração municipal, a categoria não pretende recuar. Uma assembleia online foi marcada para a noite desta quinta-feira (8) para reunir os servidores, avaliar os desdobramentos do ato de 24 horas e discutir em conjunto os rumos da próxima paralisação gradativa no município.