Ramon Gidalte (PL)Reprodução

O prefeito municipal, Ramon Gidalte (PL), apresentou poucas atividades e realizações em Casimiro de Abreu (RJ) através das redes sociais. A administração destacou mais de R$ 57 milhões em investimentos públicos e índices elevados de aprovação popular em setores essenciais.

Contudo, a comunicação institucional falha ao tentar detalhar os resultados financeiros do município. Os valores alardeados pela prefeitura municipal não refletem recursos próprios da gestão local, mas sim aportes federais repassados para a execução dos projetos.
Ramon Gidalte (PL) - Reprodução
Ramon Gidalte (PL)Reprodução

Orçamento e a vitrine oficial

A arrecadação municipal ultrapassou R$ 550 milhões durante o último exercício financeiro. O montante volumoso contrasta com a entrega de obras e com a ausência de melhorias perceptíveis no cotidiano dos moradores da região.

Setores fundamentais sofrem com deficiências estruturais crônicas. Alunos da rede pública enfrentam escassez de materiais escolares e uniformes, enquanto o sistema de saúde carece de expansão na rede de atendimento e novas creches municipais.

A mobilidade urbana registra retrocessos evidentes nos bairros. Além disso, pontos turísticos tradicionais acumulam problemas graves de gestão e planejamento a longo prazo.

Abandono municipal

A falta de planejamento estratégico afeta diretamente cartões-postais importantes do município fluminense. A orla do Praião, situada no distrito de Barra de São João, ilustra o descaso administrativo com o patrimônio público local.

A prefeitura municipal cumpre um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) fundamentado na demolição de antigos quiosques comerciais. O processo completou seis anos de paralisação sem que a administração apresentasse qualquer projeto definitivo sobre o destino da área.

Moradores locais criticam a ausência de transparência quanto aos custos e prazos para a revitalização do espaço. A gestão municipal mantém silêncio absoluto sobre o planejamento para o trecho litorâneo afetado pelas demolições.

A disparidade entre os cofres cheios e a escassez de entregas concretas alimenta o descontentamento popular. A população questiona a eficácia de um governo que fatura meio bilhão de reais anualmente, mas terceiriza o mérito de obras federais enquanto ignora as demandas básicas da cidade.

A equipe de reportagem do Portal O Dia tentou contato por telefone, e-mail e mensagens instantâneas mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.