Prefeito de Casimiro de Abreu, Ramon Gidalte (PL)Foto: Reprodução

A rede municipal de ensino de Casimiro de Abreu vive um momento de forte tensão entre os professores e o Poder Executivo. Em pleno Dia do Professor, celebrado nesta quinta-feira (15), os educadores cobram do prefeito Ramon Dias Gidalte (PL) o cumprimento imediato do Novo Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) da categoria. A legislação foi instituída pela Lei Ordinária nº 2.368/2023, proposta e sancionada pela própria gestão municipal após debates na Câmara de Vereadores.

Entre as principais queixas da categoria está a falta de expedição das portarias de confirmação do estágio probatório. Segundo a lei municipal, a avaliação e a efetivação funcional devem ocorrer após três anos de efetivo exercício. No entanto, diversos docentes aprovados em concurso público que já ultrapassaram esse período continuam sem a regularização de seus documentos funcionais e sem o enquadramento na carreira.

Férias atrasadas e salários defasados

Além da estabilidade funcional pendente, os servidores denunciam o atraso no pagamento de adicionais de férias e a defasagem salarial. De acordo com os profissionais, os valores praticados e as progressões de nível e padrão previstas no texto da lei não vêm sendo aplicados de forma correta pela prefeitura.

A insatisfação se intensificou pelo fato de o atual prefeito ter participado ativamente do processo de articulação e aprovação do projeto do PCCV quando exerceu mandato parlamentar no Legislativo municipal. Segundo os educadores, o governo descumpre a própria palavra e a legislação que ajudou a construir.

Manifestação e ato de greve promovido pelo Sepe na prefeitura de Casimiro de Abreu - Foto: Reprodução
Manifestação e ato de greve promovido pelo Sepe na prefeitura de Casimiro de AbreuFoto: Reprodução
Calendário de protestos e paralisação

Diante do impasse com a administração pública, a categoria deu início a uma série de mobilizações. No último dia 8, os professores realizaram uma passeata pelas ruas da cidade para exigir o cumprimento de seus direitos trabalhistas. Sem propostas concretas do Executivo, uma assembleia realizada no dia 14 aprovou a convocação de uma nova greve de 24 horas.

A paralisação está marcada para a próxima segunda-feira (27), quando os profissionais da educação cruzarão os braços e suspenderão as aulas na rede municipal. Os servidores afirmam que a greve busca pressionar a gestão a cumprir a legislação vigente. Procurada pela reportagem para se manifestar sobre as reivindicações dos docentes, a Prefeitura de Casimiro de Abreu não enviou resposta até o fechamento desta matéria.