Andreia Calçada DIVULGAÇÃO

Estou em uma disputa de guarda e o juiz determinou uma perícia psicológica em mim e no pai da criança. Tenho medo de ser mal interpretada. Como funciona essa avaliação? Posso levar meu advogado?
Eliane Henrique, do Flamengo.
Segundo a psicóloga clínica e jurídica Andreia Calçada, a perícia psicológica em disputas de guarda envolve uma série de entrevistas com os pais e com os filhos, com o objetivo de observar a dinâmica familiar e a interação da criança com cada genitor. “O foco é sempre o melhor interesse da criança”, destaca.
Calçada pontua que a orientação é que a mãe — ou o pai — fale com clareza e sinceridade sobre sua vida e sobre o contexto familiar, seguindo as orientações do advogado. No entanto, o advogado não pode participar das entrevistas com o psicólogo. “O que é permitido é a contratação de um assistente técnico, que deve ser um psicólogo. Esse profissional pode acompanhar o processo, esclarecer dúvidas e dialogar com o perito responsável, oferecendo suporte técnico à parte que o contratou”, finaliza.
Vale lembrar que o laudo psicológico é apenas um dos elementos que o juiz levará em conta para decidir a guarda — junto com provas documentais, testemunhos e outros fatores do processo, salienta o advogado Átila Nunes do serviço www.reclamar adianta com br. O atendimento é gratuito pelo e-mail jurídico@reclamaradianta.com.br ou pelo WhatsApp (21) 993289328.