Andreia Calçada DIVULGAÇÃO

Meus pais decidiram se separar após 30 anos de casamento. Tenho receio de que essa decisão afete a dinâmica familiar, especialmente porque eles cuidam dos meus filhos enquanto trabalho. Como conduzir esse processo de forma que não seja traumático para todos?
Joana Alves, Mangaratiba.

Segundo Andreia Soares Calçada, psicóloga clínica e jurídica, o chamado “divórcio grisalho” (término de casamentos entre pessoas com mais de 50 anos) tem se tornado cada vez mais frequente. O movimento reflete transformações profundas da sociedade, como o aumento da expectativa de vida, a maior autonomia financeira das mulheres e a valorização da realização pessoal em todas as fases da vida.
A especialista destaca que o processo de separação deve ser conduzido com cuidado, respeito e responsabilidade. Em situações em que um dos cônjuges possui dependência financeira ou emocional do outro, é fundamental garantir o amparo necessário durante a transição. “O rompimento de uma relação longa não afeta apenas o casal, mas também os filhos, mesmo quando já são adultos, além de toda a dinâmica familiar construída ao longo dos anos”, explica.
Para os filhos, segundo Andreia, é essencial maturidade emocional para compreender que o divórcio dos pais não rompe os laços familiares. O diálogo aberto e contínuo é apontado como ferramenta central para minimizar conflitos e reorganizar as relações.
Em muitos casos, o acompanhamento psicológico familiar pode auxiliar na adaptação a essa nova fase, evitando que mudanças naturais da vida se transformem em rupturas emocionais duradouras, salienta o advogado Átila Nunes do serviço www.reclamar adianta com br. O atendimento é gratuito pelo e-mail jurídico@reclamaradianta.com.br ou pelo WhatsApp (21) 993289328.