Minha ex-mulher tem a guarda de nosso filho de 7 anos. Moramos em cidades diferentes e sempre vou visitá-lo de 15 em 15 dias. Meu filho reclamou do comportamento do atual namorado dela. Conversei com ela, mas não senti acolhimento. O que faço?
Anônimo, Angra dos Reis.
Segundo Andreia Calçada, psicóloga clínica e jurídica, se uma criança de 7 anos relata ao pai situações que lhe provocam medo ou desconforto, o relato deve ser levado a sério. “O pai deve conversar com a mãe de forma objetiva sobre as queixas do filho em relação ao comportamento do namorado, sempre priorizando o bem-estar da criança”, orienta.
Andreia ressalta que também é importante registrar os episódios relatados, com datas e circunstâncias, sem pressionar ou induzir a criança. Se houver novos relatos, mudanças de comportamento ou sinais de medo, recomenda-se procurar um psicólogo infantil para avaliar a situação e compreender o que pode estar acontecendo.
Havendo indícios de violência ou de risco à integridade da criança, o pai deve buscar orientação jurídica e, se necessário, recorrer ao Conselho Tutelar. Para a especialista, o mais importante é proteger a criança sem colocá-la no centro do conflito entre os adultos.
Nesse tipo de situação, o cuidado deve estar justamente em ouvir a criança e observar os sinais, sem transformar seus relatos em uma disputa entre os pais. O objetivo deve ser garantir que ela tenha um ambiente seguro para falar sobre o que sente, destaca Átila Alexandre Nunes, coordenador do serviço www.reclamaradianta.com.br. O atendimento é gratuito pelo e-mail jurídico@reclamaradianta.com.br ou pelo WhatsApp (21) 993289328.
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