Mais Lidas

Thaisa diz que retorno às quadras foi emocionante e tenso

Bicampeã olímpica, que ficou 10 meses sem jogar, ainda sente falta de ritmo de jogo e volta a defender Tifanny na Superliga

Por O Dia

A bicampeã olímpica de vôlei Thaisa está de volta às quadras pelo Hinode Barueri
A bicampeã olímpica de vôlei Thaisa está de volta às quadras pelo Hinode Barueri -

Foi um longo período afastada das quadras. Sem atuar desde abril de 2017, a bicampeã olímpica Thaisa voltou a jogar no dia 16, na vitória do seu time, o Hinode Barueri, sobre o Bauru, pela Superliga feminina. A central passou por um difícil processo de recuperação da cirurgia no joelho esquerdo, quando chegou a ouvir até que poderia não retornar mais ao vôlei.

 "Foi muito emocionante e ao mesmo tempo muito tenso. Estava bem nervosa e um pouco perdida em quadra. Mas não achava que seria diferente. Foram dez meses sem entrar em quadra. Não é fácil", recorda Thaisa, ao falar sobre o seu retorno. "A única coisa que eu tenho medo é de esbarrar em outra jogadora. Então, quando alguém vem na minha direção, correndo, como se a gente fosse trombar uma com a outra, eu dou uma travada, penso em me proteger. Não estou sentindo dores, não senti nada nessa partida. Fisicamente me sinto bem e agora é só retomar o ritmo de jogo mesmo".

A parte emocional foi fundamental nesse processo: "A força eu tirei da minha família, que estava o tempo todo comigo, e também de dentro de mim. Por mais que tenha gente do teu lado, se você não estiver com a cabeça boa, não trabalhar isso internamente, não for forte mentalmente, se não quiser muito uma determinada coisa, não adianta porque não vai fluir".

No retorno às quadras, Thaisa enfrentou Tifanny, que tem sofrido críticas de que levaria vantagem física sobre as outras jogadoras na Superliga feminina. A bicampeã olímpica volta a defender a transexual. "Vejo o lado humano da Tifanny. Ela está ali, na quadra, jogando tanto quanto eu. Tenho que dar força para ela, incentivá-la a correr atrás dos seus sonhos e dos seus objetivos", afirma Thaisa, completando: "Não sou eu quem tem que dizer se ela pode jogar ou não. A partir do momento em que os órgãos responsáveis a liberaram e viram que ela tem condições de estar participando de campeonatos femininos, não vejo problema algum. Eu tenho é que tentar parar o ataque dela, tentar defender as bolas atacadas por ela".

Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia

Comentários