Rio - Após sair de Minnesota, nos Estados Unidos, ir para o Rio de Janeiro e ser capturada por contrabandistas, a arara-azul Blu está de volta às telas de cinema, em ‘Rio 2’. Desta vez, ele, seus amigos e família vivem aventuras em um cenário muito além do carioca. Assim como os personagens, o diretor Carlos Saldanha também expande os horizontes e mostra a diversidade do Brasil através de uma história leve e engraçada.
Permeada por músicas e animação impecáveis, a trama começa com imagens da festa de Ano Novo na Praia de Copacabana — o segundo maior evento na cidade, depois do Carnaval, já retratado no primeiro longa. Blu e sua família decidem voar até a Floresta Amazônica após assistirem seus donos Túlio e Linda na televisão, anunciando que talvez existam outras araras-azuis por lá.
Ao chegar no destino planejado, Blu e sua família constatam que não são mesmo os únicos da espécie, como acreditavam. Sua mulher, Jade, reencontra a família em um santuário escondido no meio da mata e logo se adapta ao local — ao contrário do marido, que, como animal domesticado, não consegue se enquadrar à vida na selva, onde também terá que enfrentar o desmatamento clandestino.
A qualidade técnica da animação fica ainda mais explícita com as cenas na Amazônia. Detalhes da biodiversidade da floresta são recriados na tela e, mesclados à trilha sonora de Carlinhos Brown e Sergio Mendes, são impregnadas pela cultura de várias regiões do país.
Aliás, o roteiro não fica para trás e garante uma experiência divertida e agradável não só para as crianças, mas também para seus pais. Vale a pena conferir ‘Rio 2’. Além da mensagem educativa sobre preservação da natureza, garante boas risadas.






