Lilia Cabral fala do romance de sua personagem em 'Império'

Para a atriz, Maria Marta não é vista como vilã

Por karilayn.areias

A atriz na pele de Maria MartaDivulgação

Rio - Mais do que uma vilã, a Maria Marta de ‘Império’, brilhantemente defendida por Lilia Cabral, é uma mulher. E está viva! Mantendo um casamento de aparências, mas com os sentimentos à flor da pele, ela não perdeu a oportunidade de ir para a cama com José Alfredo (Alexandre Nero) diante da total embriaguez do marido. Agora, ela engatou a primeira, colocou o pé no acelerador e está vivendo um romance com Maurílio (Carmo Dalla Vecchia).

“Eu acredito que fazia muito tempo que o coração da Maria Marta não batia diferente por alguém. Por mais poder que a pessoa tenha, por mais que exale beleza, no sentido de ser bem vestida, bem cuidada, há muito tempo um homem não olhava para ela com desejo. Pode ser amor, encantamento ou uma redescoberta daquilo que a gente vive quando tem 15, 18 anos. Ela está vivendo com o Maurílio aquela coisa do frio na barriga, de ficar esperando o telefone tocar”, diz Lilia.

Recentemente, Maria Marta teve o prazer de dizer para José Alfredo que arrumou um amante. E, ao contrário do que se poderia imaginar, ele não gostou nada disso. “Ele fica com ciúme porque nunca passou pela cabeça dele que a Marta arrumaria um amante. O Comendador achava que jamais aconteceria uma coisa dessas. A Marta também olha para a amante do marido (Maria Ísis, vivida por Marina Ruy Barbosa) e acha que é só uma brincadeira. Eu e o Nero estamos nos divertindo muito com isso. Essas entrelinhas mostram o quanto é verdadeiro o sentimento que um tem pelo outro”, comenta a atriz.

Sim, Lilia tem convicção de que a relação de Maria Marta e José Alfredo vai muito além de uma acirrada disputa de poder. “O Aguinaldo (Silva, autor) sempre deixou claro que, quando a gente estivesse muito próximo nas cenas, teria o apelo de um sentimento forte, de uma coisa que não está bem resolvida. Mas a gente só vai descobrir se existe mesmo amor entre eles no final da novela, dependendo de como for inflando o balão”, acredita.

Mas será que a atriz torce para que os dois fiquem juntos no último capítulo de ‘Império’, previsto para ir ao ar em março? “Eu não torço. É importante não ter uma tendência, mas acho que o autor torce. E a maioria das pessoas que chega perto de mim fala que gostaria que os dois ficassem juntos”, conta ela.

É quando vai à padaria comprar pão sem glúten ou vai ao banco pagar contas que Lilia sente a repercussão do seu trabalho. Nas conversas que tem com os telespectadores da novela das 21h, a atriz vem se surpreendendo com o fato de simplesmente não lembrarem que a sua personagem é uma vilã. “As senhoras que me abordam no banco eliminam o fato de a Marta ser vilã. E a vilania não está só em colocar veneno e esperar o outro beber, está em, de repente, ela acordar e decidir oferecer o filho João Lucas (Daniel Rocha) para a Ísis só para resolver o problema dela”, analisa, lembrando uma cena de sua personagem.

Lilia com Carmo Dalla Vecchia%2C que interpreta Maurílio na trama de Aguinaldo SilvaDivulgação

Maria Marta também é das piores na sua versão sogra. “Quando eu faço as cenas da Marta pisando na Danielle (Maria Ribeiro), eu penso em quanta gente está se identificando em ver as maldades que muitas sogras fazem. Na vida real, tem sogra que fica por detrás botando sempre o dedo na ferida e, quando acontece alguma coisa ruim, diz ao filho que avisou, que a mulher dele não vai mudar nunca”, diz. Mas, ao contrário do que se possa supor, a atriz, que é casada com Iwan Figueiredo há 20 anos, nunca sofreu nas mãos da sogra. “A minha mora no Texas (EUA) e é uma pessoa muito carinhosa. Mas existe sogra como a Maria Marta, sim”, frisa.

Linda e magra aos 57 anos, Lilia não esconde o que faz para manter a boa forma. “Eu emagreci bastante (nove quilos). Engordei tudo o que eu podia em ‘Fina Estampa’ (2011) e, na verdade, sempre fui magra, né? Não sou radical, mas, pela manhã, como pão sem glúten e procuro me alimentar de forma saudável. De vez em quando, como um pedaço de pizza, um pão de queijo. Não faço dietas radicais. No Projac, tem uma moça que vende um cuscuz com leite condensado e um bolo de aipim que são uma loucura. Agora, eu já decidi: uma vez a cada 15 dias, eu posso me atracar com isso. Senão, a gente não vive.”

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