Por bianca.lobianco
Gláucia Araújo%3A no estúdio da SulAmérica Paradiso Divulgação

Rio - A radialista Gláucia Araújo tem vida dupla. Nos fins de semana — geralmente sábado de manhã e domingo ou de manhã ou à noite — ela segue a escala de plantão da rádio SulAmérica Paradiso. Com mais assiduidade, cuida lá de atrações como o ‘Sem Escalas’ (uma hora de programação musical sem intervalo, em diversas inserções), o ‘Vintage’ (domingo, às 18h, com “clássicos do tempo do vinil”) e o ‘Clássicos Charme’ (domingo às 19h, com os hits que animam noitadas como a do Viaduto de Madureira). Já durante a semana, ela vai ao prédio da EBC, na Lapa, apresentar o ‘Dito e Feito’, de segunda a sexta, às 17h, na Nacional AM, programa ligado à prestação de serviços.

“Eu adoro o baile do Viaduto de Madureira e adoro fazer o programa de charme. Fui da antiga rádio RPC e apresentava programas junto com o Corello (histórico DJ do estilo). Bombava!”, recorda, rindo. “Já o ‘Dito e Feito’ é jornalismo, é utilidade pública, mas sem ter uma cara chata, de assistencialismo. Entrevistamos médicos, falamos de água, gravidez, saúde pública, damos dicas culturais, de alimentação, bem estar... E para mim é ótimo não perder o timing de entrevista. Se você fica sem entrevistar, enferruja!”, brinca ela, que é jornalista.
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“Comecei nisso porque gostava de escrever, mas acabei arrumando um estágio em rádio. Eu era tímida, achava que nunca conseguiria, mas muitas pessoas me incentivaram. Na adolescência, eu ouvia muito rádio. Adorava aquelas músicas de hi-fi (festa). Ouvia muitos debatedores, adoro ouvir até gente falando coisas com as quais eu não concordo”, diz.
Assim que iniciou o estágio, começou a atender ouvintes (e a perder a timidez). Passou por emissoras como Antena 1, RPC e Fluminense, entre outras. Entre 2013 e 2014, ficou nas madrugadas da FM O Dia.
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“Para cada estilo de emissora precisei fazer uma adaptação. Mas você acaba dando o seu jeitinho. No rádio popular, você tem que conhecer as gírias, saber como o ouvinte fala. O Dedé Galvão (com quem Gláucia trabalhou na FM O Dia) me ajudou muito nisso”, lembra. “Sou do jeito antigo. Quando comecei, não tinha nem computador direito, imagina Whatsapp. Com ele, as pessoas arrumaram um novo jeito de se comunicar com o rádio. Nem todo mundo tem paciência para ficar baixando músicas”, conta.
Com o trabalho diário na Nacional e o plantão no fim de semana, como será que Gláucia equilibra o tempo livre? “Vou ao cinema, ao teatro, à praia... Às vezes, é bom lembrar que você tem uma casa”, diverte-se. “Pena que não dá tempo de ir mais vezes no Viaduto de Madureira”.
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