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Circo é diversão para todas as idades e para todas as classes sociais

'A criança vê, e o pai e os avós também viram', diz Igor Faria, que gerencia a carreira de Patati Patatá

Por RICARDO SCHOTT

Dia Mundial do Circo - eventos Secretaria Municipal de Cultura
Dia Mundial do Circo - eventos Secretaria Municipal de Cultura -

Rio - O Dia Internacional do Circo é nesta terça-feira, dia 27 de março. Mas a partir de hoje, fãs e praticantes das artes circenses já estão em plena atividade - e a brincadeira começa neste fim de semana. A agenda inclui eventos para toda a família. Aliás, sempre é bom frisar que, como boa diversão que passa de pai para filho e não sai de moda, o circo une pessoas de todas as idades.

"A criança assiste ao circo, mas também os pais e avós assistiram. É uma arte que com certeza vai sobreviver por mais centenas e centenas de anos", alegra-se Igor Faria, diretor-geral da Rinaldi Produções, que é a empresa responsável pela dupla de palhaços Patati Patatá. O fenômeno infantil estica sua temporada no shopping Via Parque, na Barra da Tijuca, até 1º de abril - neste fim de semana, senta praça lá de hoje a domingo.

KONICA MINOLTA DIGITAL CAMERA - Divulgação

Igor também ressalta que o poder de comunicação das artes circenses passa por todas as classes sociais. "Não é uma arte focada apenas no público x, y ou z. É uma arte para todos. É uma alegria para nós poder proporcionar sorrisos, momentos inesquecíveis, para várias gerações. Ao lado de, às vezes, duas crianças e junto, vêm quatro, cinco adultos. É um momento em família".

TOPETÃO

Além dos palhaços do Patati Patatá, tem mais heróis da criançada na cidade. Um deles é o personagem Topetão, cujo circo está na Praça Luís de Camões, na Glória, e fica lá até dia 8 de abril. Ele canta músicas de seus dois DVDs, da série 'Circo de Brincar', e intercala os números musicais com muitas brincadeiras. Recebe o cachorro cantor Sinfonicão, que faz uma homenagem a Tim Maia, mostra suas habilidades esportivas numa sequência mágica de embaixadas, e guia bicicletas de vários tipos.

O palhaço Renato Ferreira, que faz o personagem, se espanta com o fato de o circo estar fora do dia a dia de algumas famílias. "Tem pais de 25, 30 anos, que nunca foram a um circo na vida. Quem mora na Zona Sul tem menos contato com esse tipo de diversão, ao contrário de quem vive no interior. E a geração que vive na internet, joga videogame, não conhece circo e fica maravilhada", explica ele, que também bate na tecla da diversão democrática proporcionada pela lona. "É um entretenimento que dura a vida inteira e passa por todas as gerações. As pessoas hoje em dia têm tantas maneiras de se divertir juntas, e ainda hoje vão ao circo. Como podem também ir ao cinema. Mas o circo tem uma magia especial".

A ORIGEM

O Dia Internacional do Circo é uma criação brasileira. Foi estabelecido em São Paulo, como uma maneira de homenagear o palhaço Piolim - Abelardo Pinto, que comandou o circo Piolim por mais de 30 anos. Abelardo foi um nome bastante interessado em criar laços entre o circo e os movimentos artísticos. Chegou a ser homenageado pelos modernistas de 1922, durante a Semana de Arte Moderna. O intérprete do Piolim morreu em 1973 sem conseguir realizar seu maior sonho, que era o de montar uma escola de artes circenses.

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