Maneva adota violões em DVD novo

'Acústico na Casa do Lago' foi gravado na Estância Alto da Serra, em São Paulo

Por RICARDO SCHOTT | ricardo.schott@odia.com.br

Maneva lança DVD novo
Maneva lança DVD novo -

Rio - Tinha uma época em que o lançamento de um disco "acústico" (geralmente chancelado pela MTV) era um grande acontecimento, com direito a CD, DVD, especial de televisão, turnê, esquema levanta-carreiras e tudo a que um artista tivesse direito. Tales de Polli, vocalista da banda de reggae Maneva, é desse tempo e faz questão de recordar isso ao falar do novo lançamento da banda paulistana, o CD e DVD 'Acústico na Casa do Lago'.

"Eram grandes acústicos, né? Charlie Brown Jr, Cássia Eller, Paralamas do Sucesso, Capital Inicial... Vivemos essa onda. Lembro que era uma ansiedade para ouvir logo, ver logo o produto, principalmente quando eram as bandas que a gente já gostava", conta. "Com o nosso DVD, queremos inclusive despertar nos artistas a vontade de fazer mais acústicos".

NA NATUREZA

O DVD foi gravado na Casa do Lago, na Estância Alto da Serra, em São Paulo, com fãs sentados na grama e o grupo cercado de verdade por todos os lados - num clima meditativo que tem tudo a ver com o estilo musical.

"O lugar é fantástico. E foi um marco fazer o DVD lá porque lembrou nosso começo de carreira. A gente tocava violão e o ambiente de natureza foi nosso primeiro palco", diz Tales, dividindo o grupo hoje com Felipe Sousa (guitarra), Fernando Gato (baixo), Diego Andrade (percussão) e Fabinho Araújo (baterista).

REPERTÓRIO

O Maneva avisa que, nos shows, não vão faltar os hits do grupo. O DVD, no entanto, investe bastante em lados-B e em inéditas como 'Pele de Cor Tão Bela', 'Lenha', 'Minha Mulher'. E 'Corre pro Meu Mar', 'Mil Promessas' e 'Sem Jeito', que trazem como convidados, respectivamente, Gabriel Elias, Vitin e Rael. "Eles têm estilos bem diferentes dos nossos e deram uma cara própria nas músicas", diz Tales, afirmando que, na hora de compor, já pensaram que o material seria gravado num disco desplugado. "Compusemos tudo no violão", explica.

E como é investir no reggae, um estilo tão ligado a energias positivas, numa época tão conturbada do país? "Quem quiser perturbar as coisas vai continuar perturbando. Tentamos juntar pessoas que estão na mesma onda da gente, e trazer um pouco de paz e amor. Quem está perturbando tem problemas. Todo excesso remete a uma falta. A música é uma saída. Mas é um trabalho de formiguinha", garante.

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