Filha da atriz e cantora Emanuelle Araújo, Bruna lança primeiro EP

'São músicas mais espirituais', conta

Por BRUNNA CONDINI | brunna.condini@odia.com.br

Bruna Araújo sozinha (acima) e com a mãe Emanuelle (no alto): a garota cresceu no meio musical
Bruna Araújo sozinha (acima) e com a mãe Emanuelle (no alto): a garota cresceu no meio musical -

Rio - Bruna Araújo, filha de Emanuelle Araújo, estreia como cantora e compositora. Aos 24 anos, a baiana acaba de lançar seu primeiro EP, 'O Ar que Tenho em Mim', no qual apresenta seis músicas autorais. "Compus algumas das músicas com 18 anos. Outras desde os 14, quando aprendi a tocar violão. Ia criando junto, testando harmonias, melodias. Sempre gostei de escrever. Uni o desejo da escrita ao aprendizado do instrumento, isso fez nascer a vontade de ser compositora".

E o que a compositora Bruna quer comunicar nas canções? "Tento passar a mensagem de confiança na vida, no destino. São músicas mais espirituais", explica. "Elas falam também sobre o momento social que estamos vivendo. Como precisamos nos unir. Falam de crença, fé, espiritualidade. Relação com o tempo, paciência, espera".

Musicalmente, o projeto é variado, unindo ritmos regionais, eletrônicos e MPB. "São muitas texturas, ritmos. Acho que isso diz muito sobre minha educação musical", observa a cantora. "Na adolescência, ouvi muita música brasileira, Gal Costa, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento. 'Clube da Esquina' (de Milton e Lô Borges, 1972) foi o disco que mais escutei. 'Olho de Peixe' (1993), do Lenine, também".

CRIA DO MEIO

Bruna iniciou sua vida de educação musical aos 5 anos com aulas de piano, flauta, teoria e prática musical, violão clássico e popular e pandeiro. "Nasci no meio musical. Na verdade, até antes de nascer já estava nele. Quando minha mãe engravidou, já fazia parte de companhia de teatro, cantava, dançava. Então, vivi tudo isso de maneira muito próxima desde pequena", diz.

E Bruna curtia viver isso tudo?

"Era um sentimento paradoxal. Achava tudo incrível. Mas também sentia um pouco de ciúme, normal de criança. Queria minha mãe só pra mim. E ela estava lá cantando. Quando era criança, era meio louco dentro de mim", confessa.

"Claro que, sem dúvida, muito da minha vontade de fazer o mesmo veio da admiração, babava nela fazendo. Mas por exemplo, trio elétrico era uma coisa que detestava, ficar horas lá, esperando o show acabar. Quem já foi ao Carnaval de Salvador sabe que trio elétrico são muitas horas. E claro, ela fazia questão de me levar pra ficar perto, curtir junto. Nasci no Carnaval de Salvador mesmo. Quando fiz 3 anos, ela entrou para a Banda Eva, e eu estava sempre perto, nos trios".

DUAS CARREIRAS

Além de cantora e compositora, Bruna Araújo é psicóloga e trabalha na área. "A psicologia sempre esteve muito próxima de mim. Faço terapia desde o início da adolescência e sempre gostei. Percebia que tinha muito interesse sobre a mente humana e entendi que queria me aprofundar", revela. "Em nenhum momento me arrependi. Hoje trabalho com isso, atendo pessoas e estudo bastante. E acho até que isso me ajuda nas criações".

Viveria só da música? É um sonho? "Sim, mas acho que sentiria falta de atender. Gosto muito dos dois. Seria difícil escolher uma coisa só", admite. "Mas viver da música seria uma grande felicidade. As duas coisas me realizariam. Quero muito evoluir, construir meus caminhos nas duas profissões".

PARCEIRAS

Bruna e Emanuelle se parecem muito fisicamente. E amam a música. Mas a menina vê diferenças fundamentais na personalidade das duas. "Acho que temos jeitos muito diferentes. Sou mais introvertida, pra dentro. Até venho mudando, mas sempre fui mais tímida, mais calada. Ela sempre me estimulou para que eu colocasse pra fora o que sentia, expressasse", analisa.

E medo de comparações entre as duas, já teve? "Isso foi muito presente por um tempo. Acho que por não me entender ainda como pessoa, indivíduo. Acho que era muito nova também para segurar essa onda de ter mãe famosa e fazer a mesma coisa que ela, ocupar esse lugar de artista", reflete.

A cantora conta que ela e a Emanuelle se ajudam muito profissionalmente. "Quando faço uma música nova, mostro a ela, ela diz se gostou ou não, dá dicas, e vice-versa. Ela confia muito na minha opinião. E eu na dela. Somos muito sinceras uma com a outra", explica Bruna, que se arriscaria a virar atriz, mas não faz planos para isso. "Já fiz, na verdade, umas coisas poucas nesta área. Mas nunca me engajei nisso".

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Bruna Araújo sozinha (acima) e com a mãe Emanuelle (no alto): a garota cresceu no meio musical FOTOS Divulgação
Bruna e Emanuelle Araujo Divulgação

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