Eduardo Torreão, influenciador digital de Niterói, mantém perfil no Instagram com mais de 85 mil seguidores - fotos Divulgação
Eduardo Torreão, influenciador digital de Niterói, mantém perfil no Instagram com mais de 85 mil seguidoresfotos Divulgação
Por O Dia
Bom dia, família! Mesmo que você não seja um dos 84,3 mil seguidores de Eduardo Torreão, no Instagram, ou 24,5 mil, no Youtube, certamente já escutou algum dos hilários áudios que o humorista divulga toda sexta-feira nas redes sociais. Morador de Itaipu, em Niterói, o criador do bordão que abre a matéria é o convidado da live do jornal O DIA (@odiaonline), nesta sexta-feira (29/5), às 17h.

Os áudios que alegram o final de semana da galera começaram a ser feitos há dois anos. De lá pra cá, já foram mais de 200. O curioso é que Eduardo nem estava a fim de fazer. A ideia foi de um amigo, o empresário e produtor de eventos Alexandre Uzai.

“Ele me ligou e pediu pra eu gravar. Fiquei relutante, não queria, achei chato. Ele insistiu, insistiu, insistiu muito, aí eu gravei um mas também não levei a sério. Na outra semana não quis gravar, ele ficou chateado comigo. Falei ‘não vou gravar, não achei engraçado’” diz o jovem de 27 anos.

Mas o humorista não podia imaginar que a sua história estava prestes a dar uma guinada. Na semana seguinte o ator Lázaro Ramos compartilhou um áudio do 'Bom dia, família'. “Deu aquela despertada, tipo ‘caraca, chegou no cara, chegou no cara!’. Aí o Alexandre falou ‘to te falando que a parada é maneira’”.

Sobre o ‘embromation’ – marca registrada na pronúncia das músicas que interpreta, e que funcionam como pano de fundo para as piadas e comentários ao longo das gravações –, revela: “O inglês realmente é ruim, então eu não preciso ficar forçando pra fazer uma parada que eu realmente não sei fazer. Os áudios começaram a ficar melhores porque eu parei de forçar e comecei a cantar como realmente cantaria. Perdi essa preocupação em cantar errado”.

Ele afirma que, na quarentena, os áudios têm tido mais acesso, ajudando os fãs a aliviarem a pressão imposta pelo isolamento social. “Os áudios realmente têm mais acesso agora. Hoje, minha vida gira em torno do ‘Bom dia, família’. É o meu trabalho, né? Dos conteúdos que posto, os áudios são sempre os mais populares. Toda sexta-feira meu Instagram explode. Tem um alcance semanal de 600 mil a um milhão. Cerca de 70%, 80% é da sexta”, contabiliza.

“Posso fazer vários vídeos, postar outras coisas durante a semana que não têm o alcance dos áudios. As pessoas realmente esperam por eles”, diz. A brincadeira ficou tão séria que o niteroiense deixou o trabalho no banco para investir numa carreira em constante mutação no mundo digital.

Eduardo é um dos raros casos de influenciadores que ganharam projeção pelo WhatsApp para só depois ampliarem o público em outros canais. “Meu Instagram era normal, eu tinha 1.600 seguidores, amigos próximos mesmo. Começou a crescer através dos áudios porque eu comecei falar meu nome”, explica. Esse sucesso é bem visto por investidores, já que a taxa de engajamento no grupo do zap 'Bom dia, família', com quase 300 membros, é de quase 100%, muito maior que no Instagram ou Youtube. Isso sem falar nas centenas de grupos onde os áudios viralizam semanalmente.

Inspiração vem de casa

Ex-bancário, Eduardo Torreão costuma dizer que já foi quase jogador de futebol, músico e ator. A veia cômica herdada da família abriu a porta do humor na era digital. Sua mãe não se chama Hermínia, mas certamente valeria uma peça e é uma fonte de inspiração tal qual a famosa personagem criada e levada aos cinemas pelo ator, humorista e roteirista Paulo Gustavo, que também é de Niterói: “Sempre fiz muito vídeo engraçado com minha mãe, Cristina. Sempre tivemos uma relação engraçada.

Até brincava com o fato de o Paulo Gustavo ser de Niterói. Como a dele, a minha mãe é uma figura”. Além de Cristina, o braço direito Alexandre Uzai, o amigo que o incentivou, e a namorada Juliana são peças importantes do ‘Bom dia, família’, assim como os tios que abriram o seu horizonte artístico. “O tio Fernando foi cara que me despertou para o teatro. Já o Márcio foi o pai que praticamente me criou. Levou-me ao cinema, ao estádio, e me deu um violão”, revela Torreão, que hoje posta áudio novo. Divirtam-se