"Dezessete anos depois, as pessoas ainda falam de Dóris", diz Regiane Alves

Atriz está no ar com 'Mulheres Apaixonadas', no Viva, e na expectativa da reestreia de 'Laços de Família' no 'Vale a Pena Ver de Novo'

Por Juliana Pimenta

Fábio Rocha/Globo
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Rio - Tem mais uma reprise de sucesso vindo por aí. No dia 07 de setembro estreia 'Laços de Família' no 'Vale a Pena Ver de Novo'. A novela foi um marco na carreira para Regiane Alves, que interpretou a jovem Clara. "Foi uma estreia para mim numa novela do Manoel Carlos, sem ter muita noção do que era uma novela das 8. Era uma época em que a gente gravava nas ruas. O Leblon parava. Eu me recordo dessas grandes parcerias que vieram, como o Tony (Ramos),a Deborah (Secco) e Giovanna (Antonelli). E, 20 anos depois, estamos aí. Ficou muito dessa experiência na minha vida e olha que eu fazia a chata da novela", brinca a atriz, hoje aos 41 anos.

O sucesso da trama, para Regiane, é muito por conta da sensibilidade do autor em contar a história dos personagens. "Eu acho que Manoel Carlos já estava prevendo esse movimento do protagonismo feminino. Tanto que ele colocava essa força nas mulheres. E isso há 20 anos, ele falando da alma feminina e com o olhar feminino. A gente brincava que parecia que ele estava dentro da nossa casa nos observando pelo buraquinho da fechadura", destaca a atriz que, por outro lado, não tinha uma tarefa muito fácil a frente.

"Era o lugar de fazer esse contraponto. Porque Capitu, Fred (Luigi Baricelli) e Clara eram um triângulo forte. Mas todo mundo estava torcendo para a Capitu e Fred e eu tendo do outro lado tendo que defender a personagem", pondera Regiane.

Duas odiadas

E por falar em personagem contraditório, Regiane faz questão de lembrar de Dóris, sua personagem em 'Mulheres Apaixonadas', que acaba de reestrear no canal Viva, e também é de Manoel Carlos. "Para você ver, a quarentena nunca me caiu tão bem na vida. Imagina sair na rua com essas duas fazendo tanta coisa. Melhor não sair de casa. Falei: 'puxa, caiu na hora certa isso'", brinca a atriz, que lembra detalhes deste outro trabalho de Manoel Carlos, que evidenciou uma relação problemática entre avós e netos.

A repercussão das maldades de Dóris com os avós influenciou, na época, na aprovação do Estatuto do Idoso pelo Senado Federal. A lei, além de reforçar a responsabilidade dos filhos em relação aos pais idosos, também estabelece que nenhum idoso poderá ser objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão.

"Em 'Mulheres Apaixonadas', também tinha um núcleo familiar. E a gente estava fazendo um merchandising social. Era um assunto velado, no caso dos idosos. Eu não sei se existiu depois, na televisão, uma neta que pudesse falar todas aquelas barbaridades. E ainda fazendo com que o público torcesse para que o pai desse um corretivo nela. Era um movimento absurdo do tamanho da personagem. Em qualquer lugar, só se falava disso e hoje, 17 anos depois, as pessoas ainda falam de Dóris", reforça a atriz.

 

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