Gloria GrooveDivulgação/ Rodolfo Magalhães
"Bonekinha'' além de ser a porta de entrada pra era Lady Leste, é a reafirmação dessa identidade feminina que existe muita beleza, poder e irreverência. Me sinto muito poderosa vestindo exatamente o que falaram que eu não podia usar quando era criança. Fui a criança que causava climão na família porque era fascinada por boneca”, explica a drag.
Misturando o pop com o rock, a nova música também chega como uma homenagem às mulheres que saem todos os dias da Zona Leste para o Centro de São Paulo em busca de seus sonhos. “Essa bonequinha me lembra várias meninas que estudaram comigo. Essa mulher poderosa, que fala o que quer, mandraka. É uma homenagem também às mulheres que saem em busca de seus sonhos, às mulheres da minha família, às que trabalham comigo”, explica.
“Lady Leste”, ainda sem data de lançamento, chegará na sequência de “Affair”, lançado no início da quarentena. Apesar de claramente opostos, com ‘Affair’ representando uma fase mais romântica de Gloria e “Lady Leste” vindo com referência mais pop, os dois trabalhos compõem perfeitamente quem é Gloria Groove e o quê ela quer mostrar.
“O último trabalho fala muito de amor, com sonoridade R&B, vai ficar marcada pra sempre como a era romântica. Já não era de agora que eu estava sentindo falta de fazer o Pop. Tem tudo para ser uma das maiores eras da minha carreira. Nasceu através da percepção de tudo o que me levava de volta à Zona Leste: o rock, o funk, o próprio R&B. Todas essas vivências, quando se convergem, trazem esse clima nostálgico de quem viveu a adolescência dos anos 2000”.
E para compor visualmente a nova era Gloria revisitou seu passado, lá da Vila Formosa, quando tinha Lady Gaga como inspiração musical. No clipe, pode-se notar várias referências ao início dos anos 2000: lan houses, pôsters de bandas pelo quarto e o visual pop rock tão famoso na época e que está voltando com tudo nos novos nomes da música internacional.
“Lady Leste é fruto da minha imaginação, meu alterego. Não vou me incomodar se passarem a me chamar de Lady Leste daqui pra frente. Não é de hoje que eu venho prestando atenção nesse conceito da lady. Sempre tive muito a Lady Gaga como inspiração. Meu eu de 14, 15 anos que vivia na lan house e ouvindo ‘Born this way’ teria muito orgulho de mim, ele pensaria como você aplicou bem as referências’”.
Mês do orgulho










