Primeiro dia do Lollapalooza tem chuva e clima nostálgicoReprodução / Instagram
Primeiro dia do Lollapalooza tem muita chuva e show inédito do Blink-182
Baixas temperaturas não desanimaram o público, que cantou a plenos pulmões diversos sucessos dos anos 1990 e 2000
Rio - A chuva forte que caiu em São Paulo, nesta sexta-feira (22), não desanimou os fãs que estiveram no primeiro dia do Lollapalooza. A estreia da 11ª edição do festival, que aconteceu no Autódromo de Interlagos, foi marcada por um clima nostálgico do pop punk melódico dos anos 2000 e contou com a participação inédita de Blink-182, além de The Offspring e Arcade Fire para levantar a multidão. Artistas brasileiros não ficaram para trás e deixaram o público animado.
Com novidades na infraestrutura, como pontos de grama sintética e banheiros ligados à rede de esgoto, a entrada do festival foi elogiada pelo público. "Entrada muito rápida no evento. Os palcos estão incríveis, assim como a identidade visual, com cores vivas e muito caprichada", elogiou a modelo Camila Schiarri, que saiu de Campinas, interior de São Paulo, para prestigiar o Rancore, que abriu o palco principal no primeiro dia do Lolla com um som mais pesado e rodinhas punk entre os fãs.
Mais tarde, Dexter Holland, vocalista do The Offspring, levou o público à loucura quando abriu o show com um bom português: "E aí, São Paulo!". O pop-punk da banda californiana fez os fãs pularem e cantarem do começo ao fim hits como "Come Out and Play", "Why Don't You Get a Job?" e "Want You Bad" e aqueceu a plateia para a chegada do Blink-182.
O paulista Leandro Sirqueira, engenheiro analítico, conseguiu pegar a tão disputada 'grade' para assistir ao Blink-182 de pertinho. Os fãs que se empenharam para conseguir um lugar na frente não ficaram desamparados, já que houve distribuição de lanche e água dos patrocinadores. Animado, Leandro comemorou. "É muito bom olhar para o lado e ver pessoas iguais a gente, cantando e gritando junto. Esse dia vai marcar minha história, amanhã eu vou falar que este dia do Lolla talvez seja o melhor dia do meu ano, da minha década", afirmou.
Após 30 anos, finalmente os fãs de Blink-182 puderam curtir um show em solo brasileiro. A banda apresentou um show inédito, recheado de clássicos do fim dos anos 1990 e 2000 e piadinhas. "Demoramos 30 anos para tocar aqui… foi o tempo que levou para vocês mostrarem que valia à pena", brincou o baixista e vocalista Mark Hoppus.
No palco secundário, o público não perdeu a animação e vibrou ainda mais com o cover de "Águas de Março", de Tom Jobim, feito por Win Butler e Régine Chassagne, do Arcade Fire. A banda canadense voltou ao festival após 10 anos e tocou sucessos como "The Suburbs" e "Reflektor".
No palco Alternativo, os brasileiros brilharam e levantaram a multidão. A abertura ficou a cargo da banda de rock de Florianópolis, Nouvella. Logo em seguida, foi a vez do reggae do Maneva. O rap clássico e a novidade do samba de Marcelo D2 não deixou o público parado. Além das músicas famosas de seu repertório, como "Qual é?" e "Desabafo", D2 surpreendeu com "Maneiras", de Zeca Pagodinho. O BaianaSystem trouxe energia e experiência punk e uma mistura sonora que vai da Bahia à Jamaica.




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