Integrantes do grupo prometem novidades para 2026Lyza Oliv / Divulgação

Rio - Formado por João Pedro, Ulrich Jonathan, Bruno Costa e Bidell, o grupo de pagode Caju Pra Baixo encerrou 2025 com o lançamento do EP "Entre a Rua e a Saudade", disponível nas plataformas digitais. O projeto apresenta quatro faixas inéditas, com clipes gravados em diferentes pontos do Rio, explorando diversas atmosferas. Mesmo após a saída do vocalista Maguzinho, em outubro, o grupo, fundado no bairro de Marechal Hermes em 2013, segue com força e busca novos ares. Ao MEIA HORA, os integrantes do conjunto fazem um balanço do último ano e comentam as expectativas para 2026. Confira a entrevista!
- Quais são os planos do grupo para 2026? Os fãs podem esperar novos projetos, talvez um novo álbum, novas músicas?
João Pedro: As expectativas para 2026 são enormes. "Entre a Rua e a Saudade" é só o começo de uma fase que a gente acredita muito. Além do EP, queremos lançar vídeos dos shows, novos conteúdos audiovisuais e já estamos planejando um projeto maior, daquele clima de pagodão que é a nossa essência. Também queremos marcar presença em grandes eventos e festivais, Rock in Rio está aí, né? Vai que a família Caju Pra Baixo é convidada pra levar o nosso pagode e representar toda a nossa história. E claro, parcerias importantes dentro do pagode não vão faltar. 2026 vai ser de trabalho, música nova e histórias pra contar.
- Conte um pouco da história do Caju Pra Baixo. De onde vocês são? Como surgiu a ideia do grupo? Quais são as maiores inspirações de vocês?
Ulrich Jonathan: O Caju Pra Baixo nasceu sem intenção de se tornar o que é hoje. Começou numa resenha, com a vontade de tocar e animar a comunidade. Um amigo nos chamou para tocar no Pombal, e no meio dessas rodas conhecemos o Damoé. A ideia de transformar aquele pagode em algo maior surgiu naturalmente. O nome "Caju Pra Baixo" começou como brincadeira interna, mas virou identidade. O que era diversão se tornou compromisso com quem acredita na gente e chega pra sambar junto. O Caju Pra Baixo é isso: pagode da rua, da amizade e da verdade. Quando a resenha é genuína, vira história.
- O que vocês ainda sonham em viver dentro do pagode?
Bruno Costa: Nosso maior objetivo é seguir vivendo da música, levando alegria por onde passamos e fazendo parte da história do samba e do pagode. Também queremos gravar músicas autorais com artistas que sempre foram nossas referências, como Thiaguinho, Grupo Revelação, Belo e outros. Dividir projetos com esses nomes seria a realização de metas que começaram lá atrás e continuam vivos no nosso peito, impulsionando o que fazemos até hoje.
- O EP de vocês, "Entre a Rua e a Saudade", foi lançado no fim do ano passado. Fale um pouco sobre como foi o processo de criação deste álbum. Quais foram as inspirações de vocês para as músicas?
João Pedro: Esse EP nasceu de músicas que já estavam prontas há algum tempo, guardadas, esperando o momento certo. Quando surgiu o nome "Entre a Rua e a Saudade", sugerido pela nossa direção, tudo fez sentido. Ele traduz o espaço emocional dessas canções: entre o que vivemos intensamente na rua e o que fica marcado na memória depois. As inspirações vêm da nossa vivência no Rio de Janeiro, do clima da rua, da troca direta com as pessoas, mas sem perder a conexão com quem nos acompanha fora da cidade. Por isso, escolhemos gravar em lugares que carregam essa energia, e digo “escolhemos” porque a vida nos conduziu a cada cenário no dia da gravação, fazendo com que tudo se traduzisse para quem escuta. Optamos por um formato orgânico, gravado em mobile, com microfone, caixa de som e uma estética muito próxima da nossa realidade. É um pagode mais cru, direto, próximo, do jeito que a gente gosta de fazer música.
Bruno Costa: A ideia também foi reaproximar quem sempre curtiu o Caju nessa pegada de rua, espontânea, tocando o que vem do coração, sem filtro.
Quais foram as apresentações mais marcantes de 2025?
João Pedro: Todo show tem um significado especial pra gente, mas 2025 teve momentos que marcaram muito a nossa trajetória. Cantar na Sapucaí, para mais de 30 mil pessoas, na Maratona da FM O Dia, foi algo inesquecível. Além disso, tivemos a oportunidade de levar o nosso som para diferentes regiões do Brasil, passando por cidades como Salvador, Porto Alegre e Manaus. Cada lugar trouxe uma energia diferente e reforçou pra gente o quanto o pagode conecta pessoas, independentemente de onde elas estejam.
- O Maguzinho anunciou a saída do Caju Pra Baixo em outubro. Foi tudo tranquilo, em relação à saída dele? Como tem sido desde então?
Bruno Costa: A saída do Maguzinho foi tranquila e conduzida com diálogo e respeito. Foram decisões de ciclo, entendidas por todos, sempre valorizando a história que construímos juntos. O Caju segue firme, concentrado no trabalho, em novos projetos e nos próximos passos, com shows acontecendo, música rodando e o público presente, abraçando nossa família como sempre fez. É isso que move a gente e que seguimos escolhendo fazer todos os dias. Desejamos sucesso pra ele e seguimos em frente, com foco total no que está por vir.
- Além dos shows, façam um balanço de 2025. Como vocês analisam esse ano, para a história da banda?
João Pedro: 2025 foi um ano muito marcante pra gente. Vivemos novas experiências, encaramos novos desafios e encontramos uma forma diferente de contar a nossa história, sem deixar de ser quem somos. Foi um ano de crescimento, não só em números, mas principalmente em maturidade artística. A gente sentiu o carinho dos fãs, o apoio de quem já acompanhava o grupo e também a chegada de muita gente nova. Se fosse pra definir 2025 em uma palavra, seria experiência. Tudo o que vivemos esse ano serviu como base para o que estamos construindo agora. E isso deixa a gente ainda mais confiante de que 2026 vai ser um ano muito especial. Caju pro Mundo.