Portela contrata coreógrafa Ghislaine Cavalcanti e time de intérpretes

Paulinho da Viola, Monarco e Lan vão ganhar títulos de beneméritos

Por raphael.perucci

Rio - O caixa vazio da Portela não reduziu o apetite da nova direção da Portela nas ‘compras’ para o Carnaval. Numa tacada só, anunciou a megaequipe para puxar o samba na Avenida: além do intérprete Wantuir, a escola terá Richahs, Rogerinho e Cremilson no carro de som.

E apanhou na concorrência o diretor de Carnaval Luiz Carlos Bruno, que já foi da Unidos da Tijuca, e a coreógrafa Ghislaine Cavalcanti, ex-Beija-Flor de Nilópolis, para comandar a Comissão de Frente. A porta-bandeira será Danielle Nascimento, neta de Natal, eterno patrono, e filha de Vilma Nascimento.

Monarco%2C Serginho Procópio e Falcon lideram a nova PortelaFernando Souza / Agência O Dia


O time carnavalesco, para livrar a Portela do jejum de 29 anos à espera de um título na Marquês de Sapucaí, ainda terá outros nomes, que serão escolhidos esta semana. Na diretoria, as vagas também serão preenchidas a partir de hoje. Certa está a indicação de Áurea Maria — filha e parceira do lendário compositor portelense Manacéa — para a diretoria social.

Paulinho da Viola, Monarco e Lan serão beneméritos

O retorno às raízes levou a nova diretoria a um exame de consciência e ficou decidida justa homenagem a três ícones da Portela: o cantor e compositor Paulinho da Viola, o cartunista Lan e o músico Mauro Diniz. Eles vão receber o título de sócio benemérito pelos anos de dedicação à escola. “Sempre ajudaram a divulgar a Portela e tornaram a escola referência no samba. Não entendo a razão da homenagem não ter acontecido antes”, anuncia Marcos Falcon.

Para pagar a conta com os tempos de abandono da Velha Guarda, o presidente Serginho Procópio levou a Tia Surica de volta à cozinha — e nem pensar em machismo aqui. Uma das primeiras mulheres a puxar o samba-enredo na Avenida, ela vai comandar de novo a tradicional Feijoada da Família Portelense — realizada no primeiro sábado de cada mês.

A estreia será no próximo dia 1º de junho — justamente a que comemora a vitória da oposição. E tem novidade no tempero. Nada de comida industrializada: a partir de agora, é regra o preparo caseiro. Na feijoada, Serginho promete os detalhes sobre como será a inscrição e a escolha da rainha da bateria. “Estamos preparando os critérios de seleção e para eleger a vencedora, mas será uma representante da comunidade”, adianta.

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