Carnaval terá mudanças no horário do desfile e alegoria

Escolas entrarão na Sapucaí meia hora mais tarde e última deve terminar com dia claro. Número de alegorias cai de 8 para 7 e só o abre-alas pode ser acoplado

Por O Dia

Rio - As mudanças nos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial não ficarão apenas nos 24 julgadores que deixarão de avaliar as agremiações no ano que vem. A Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro) confirmou também mudança no horário dos desfiles e nas obrigatoriedades nas alegorias das escolas.

A partir de 2015, a primeira agremiação entrará no sambódromo às 21h30, meia hora mais tarde do que nos últimos anos, o que não mudará nada para as primeiras escolas, mas sim para a última a desfilar, tanto no domingo (Grande Rio) quanto na segunda-feira (Unidos da Tijuca), pois devem fazer boa parte da apresentação após o amanhecer, diferentemente das demais.

Desfile da Unidos da Tijuca que venceu o Grupo Especial neste anoFernando Souza / Agência O Dia

“Acho que se não houver atraso, boa parte da escola vai desfilar ainda à noite. Talvez apenas os últimos carros passem com o dia claro, mas estamos preparados e os julgadores também serão orientados a levar este fato em consideração na hora das notas”, disse o diretor de Carnaval da Grande Rio, Ricardo Fernandes. O presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta, também contemporizou a mudança. “Não vai ter problema nenhum, mas acho que isto deveria ter sido colocado no dia do sorteio dos desfiles”, ponderou Horta.

Em relação às alegorias, o número máximo permitido caiu de oito para sete, e apenas o abre-alas poderá ter dois carros acoplados. “As escolas vão conseguir passar com mais flexibilidade, mais espontâneas. Isso vai ajudar ainda mais a engrandecer o espetáculo”, explicou Jorge Castanheira, presidente da Liesa.

Esta mudança, no entanto, não agradou a todos. Horta, da Tijuca, disse que a medida “não foi legal porque o artista tem de ter liberdade para criar”. Já Fernandes, da Grande Rio, aprovou a mudança. “O Carnaval está muito grande. Oito alegorias por escola não cabem mais na Cidade do Samba”, defendeu.