Banda Alegria sem Ressaca adere à campanha 'Craque que é craque não usa crack'

Desfile reuniu centenas em Copacabana

Por thiago.antunes

Rio - A Associação Brasileira de Alcoolismo e Drogas (Abrad) promoveu, neste domingo, novo desfile da Banda Alegria sem Ressaca pela orla de Copacabana. Integrada por dependentes químicos em tratamento, ex-dependentes, parentes, especialistas e amigos, a banda fez prevenção da dependência química e ressalta que ninguém precisa usar drogas ou abusar de bebida alcoólica para se divertir. Centenas de pessoas participaram do desafile.

O presidente da Abrad, psiquiatra Jorge Jaber, disse nesta quinta-feira à Agência Brasil que este ano a banda está adicionando ao movimento a campanha “Craque que é craque não usa crack”, da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). "A Abrad uniu-se à ABP, e vamos fortalecer o movimento contra o crack. Estaremos divulgando esse tema, com participação de grandes ídolos do Flamengo", informou Jaber.

Participarão do desfile da banda alguns ex-jogadores que fizeram história no Flamengo, entre eles, Zico, Adílio e Nunes, que trouxeram para o país os títulos de campeão mundial interclubes e da Copa Libertadores da América, em 1981. Os atletas vão segurar uma faixa com a frase-tema da campanha.

Adílio, que é presidente da Associação de Ex-Atletas do Flamengo e do Estado do Rio de Janeiro, disse que a luta contra as drogas é uma causa de todo mundo, “porque sabe-se que isso aí é contra o esporte, a humanidade, contra tudo”. Para ele, droga não combina com o ser humano, “porque ele se transforma. Quando está envolvido com bebida, com tóxico, ele se torna outro tipo de pessoa. Isso não é bom para ninguém. Apoiamos essa causa, porque entendemos que temos que estar junto das pessoas que combatem as drogas e o álcool.”

Este ano, a madrinha e rainha da Banda Alegria sem Ressaca é a cantora e sambista Teresa Cristina, conhecida como Flor da Lapa. Ela substitui a atriz Luiza Tomé, que reinou quatro anos. Teresa Cristina cantará durante o desfile com a banda oficial do Cordão da Bola Preta, parceiro da Abrad.

O presidente do bloco Cordão da Bola Preta, Pedro Ernesto Marinho, disse que a ideia é manter a agremiação abraçada às causas sociais, e uma oportunidade para isso é a Banda Alegria sem Ressaca, cuja característica é o combate ao uso de drogas. “É mais um avanço para o Bola Preta, na direção da responsabilidade social.”

O desfile do Bola Preta, no sábado de carnaval, homenageará os 450 anos de fundação da cidade do Rio de Janeiro. Durante a festa, o bloco reafirmará o apoio à luta da Abrad e da ABP contra as drogas. “Achamos que tudo é permitido, é possível. Só que a pessoa tem de estar consciente de seus atos, porque ela decide tomar um porre, por exemplo, e depois vai dirigir. Ela tem de lembrar que, muitas vezes, pega o volante depois que bebeu e acaba desgraçando a vida de quem não tem nada a ver com isso. É importante o Bola Preta estar irmanado nessa conscientização para evitar o uso de drogas”, afirmou Marinho.

Jorge Jaber informou que o objetivo é criar na sede do Cordão da Bola Preta, na Lapa, um serviço de tratamento gratuito para usuários de crack e outras drogas. O psiquiatra ressaltou, entretanto, que o serviço estará disponível apenas para pessoas carentes. Outra ideia é aproveitar a sede campestre do bloco, em Teresópolis, na região serrana, para expandir o tratamento de dependentes químicos.

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