Adriane Galisteu vai desfilar na PortelaVinicius Mochizuki / Divulgação
Adriane Galisteu representará 'rosa branca de Portela' em desfile: 'Já bateu o frio na barriga'
Apresentadora lembra trajetória no carnaval e diz que se vê desfilando na Velha Guarda
Rio - Um dos ícones do carnaval carioca, Adriane Galisteu desfilará mais um ano na Portela. A apresentadora de 51 anos abrirá o desfile da azul e branco de Madureira como musa, junto com a diretoria, no dia 4 de março, e representará a "rosa branca de Portela". "Já bateu o frio da barriga, estou louca para chegar a terça-feira de carnaval para ver e viver de perto essa magia", comenta a loira.
A história da artista com a Portela começou em 1996. No ano seguinte, ela desfilou pela primeira vez na escola e foi rainha da bateria da agremiação durante cinco anos. Galisteu também já reinou na Unidos da Tijuca e Acadêmicos da Rocinha. Depois de se afastar da Avenida por alguns anos para se dedicar ao filho, Vittorio, fruto do relacionamento com o empresário Alexandre Iodice, ela retornou à escola do coração em 2023 e permanece até hoje.
"Se tem uma coisa que faz sentido na minha vida é estar na Portela. São muitos anos de Avenida, muitos anos de Portela. De 1996 até agora, eu estive na Tijuca, Rocinha, desfilei no grupo de acesso. Vivi essa experiência Carnaval de muitas formas: no carro, como rainha de bateria, no chão, como destaque. Hoje venho à frente da comissão de frente, abrindo a escola. Acho que é um lugar muito especial. Fico muito honrada de estar abrindo o desfile e contando uma história na Avenida".
Adriane, inclusive, comenta a escolha do enredo "Cantar será buscar o caminho que vai dar no sol – Uma homenagem a Milton Nascimento", de autoria dos carnavalescos André Rodrigues e Antônio Gonzaga. "Milton merece todas as nossas honras, homenagens, todos os nossos aplausos. Então, estou muito feliz de estar mais um ano na Avenida e esse ano, em especial, aplaudindo Milton Nascimento", celebra.
Depois de passar por uma cirurgia de emergência para remover um cálculo renal no início deste mês, Galisteu atualiza seu estado de saúde. "Estou 100% liberada (pelos médicos) para o samba, treino, para tudo", reforça.
'Construí a minha história no Carnaval sendo eu'
A apresentadora também fala sobre os comentários maldosos relacionados ao seu samba no pé. "São 30 anos no Carnaval. Se tem um lugar que sambo, que fui rainha, que passei em tudo que é lugar, com o meu samba, do meu jeito, foi o Carnaval. Eu construí a minha história no Carnaval sendo eu. Não tentando ser o que eu não sou. Sempre fui do meu jeito, eu me divirto, eu brinco o Carnaval", diz.
"O carnaval para mim, a ideia da fantasia é um personagem. Você brinca o Carnaval, você ajuda a contar a história do enredo, o enredo é muito importante para quem está vendo. Então, assim, você tem que ajudar o carnavalesco a contar essa história. Não basta você estar só de biquíni e sambando. Não. Eu acho que não, você também está ali contando uma história, por isso que tem as alas, por isso que todo mundo dentro da história é importante. E como ela tá dançando? E que tipo de corpo ela tem? Que tipo de mulher ela é? E quantos anos ela tem?, não conta, não pode contar", avalia.
A artista ressalta que não se abala com as críticas. "Sigo sem peito, sem bunda, sigo do meu jeito, me divirto. Por isso que é autêntico, legal. O dia que não for assim, não é mais Carnaval. Me vejo velha saindo na Velha Guarda, me vejo desfilando assim".






