Bloco das Carmelitas arrastou uma multidão pelas ruas de Santa Teresa, nesta sexta-feira (13)Reprodução/Redes sociais
Rita Fernandes, presidente da Sebastiana, a Associação de Blocos de Rua do Rio, acusa a prefeitura na fiscalização dos ambulantes e também na segurança dos foliões.
Ainda segundo a entidade, que organiza as Carmelitas e outros 13 blocos no Rio, a organização aguarda o pronunciamento da prefeitura e da Polícia Militar sobre quais medidas serão tomadas para os desfiles dos próximos dias, a fim de tomar as medidas necessárias para seus cortejos.
Repercussão nas redes sociais
Logo após o ocorrido, centenas de comentários sobre a superlotação no Bloco das Carmelitas foram publicados nas redes sociais. Entre os relatos está o de Natalia Oliveira, administradora da página “O que fazer no Rio”, que possui mais de 930 mil seguidores em uma rede social. Além da superlotação e da presença de ambulantes não autorizados, ela relatou que pessoas ligadas à organização do evento empurraram foliões e chegaram a expulsá-los das proximidades da corda que conduzia a banda do bloco.
"Começou muito bem, terminou muito mal. O Carmelitas foi um desastre, infelizmente. E o problema não foram só os ambulantes; esse homem da organização não tem a menor condição de organizar nada", criticou.
O homem ao qual ela se refere aparece em imagens gravadas por ela tentando retirar os foliões do percurso. Em outro momento, ele chega a pressionar o motorista de uma ambulância para sair do caminho do cortejo.
Não é mais admissível que a Prefeitura não olhe para o Carnaval de Rua com a importância que ele tem na cidade e diante de sua dimensão. O não planejamento antecipado dos órgãos de segurança e a falta de atenção aos sinais de que haveria problemas levaram a uma situação que poderia ter resultado em um caso muito mais sério.
O excesso de ambulantes nos cortejos dos blocos, impedindo acessos e descolamentos, é um problema que há alguns carnavais vem sendo relatado e alertado. Defendemos que esses profissionais tenham o direito sim a trabalhar, mas de forma mais organizada e em diálogo com os que colocam os blocos nas ruas, para o bem de todos.
Destacamos ainda que os órgãos de segurança municipais e estaduais, como Guarda-Municipal e Polícia Militar, não podem ignorar a dimensão do carnaval de rua e seus impactos na cidade, fazendo parte da operação de Carnaval que não se restringe à Sapucaí.
Aguardamos o pronunciamento da Prefeitura e da Polícia Militar sobre quais medidas serão tomadas para os desfiles dos próximos dias, a fim de tomarmos as medidas necessárias nos nossos blocos."

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