Bloco ’Que Pena Amor’ na Praça Tiradentes, no Centro do Rio, nesta segunda-feira (16)Érica Martin / Agência O Dia
Que Pena Amor agita foliões e fãs nostálgicos com clássicos do pagode
Com nove anos de história, bloco homenageia grupo Pixote este ano, na Praça Tiradentes
Rio – O bloco 'Que Pena Amor', com clássicos do pagode, lotou com milhares de foliões desde às 7h na Praça Tiradentes, no Centro. A edição deste ano homenageia o grupo Pixote, dono dos sucessos "Insegurança", "Mande um Sinal", "Brilho de Cristal", entre outros.
Este ano houve novidades, como a mudança do local de concentração, que antes era no Buraco do Lume, além do número de músicos presentes no trio elétrico: 120, o maior da história do bloco. A banda é liderada pelo mestre Francisco Machado e conta com cavaquinho, violão, baixo e saxofone.
Vestidos de girassol, símbolo oficial do cortejo, centenas de foliões cantam os clássicos do gênero e dançam outros ritmos trazidos pela ala musical como funk, pop, ijexá, xote, baião, marchinha, entre outros.
Estreante na agenda do carnaval carioca em 2018, o Que Pena Amor foi fundado um ano antes, entre amigos que tocavam por hobby as músicas do Raça Negra, banda que inspirou o nome do grupo com a canção de mesmo nome.
Desde então, o bloco atrai fãs nostálgicos com um repertório dedicado aos clássicos dos anos 90 e 2000, destacando sucessos de Só Pra Contrariar, Exaltasamba, Art Popular, Revelação e Katinguelê, entre outros.
Ao DIA, o professor de música Silvio Júnior, 35, comentou que ir ao Que Pena já virou tradição: "Tem quatro anos que eu venho com amigos, não falto. São muitas histórias, isso aqui vive cheio, a galera sempre vem em peso. E a gente vem temático, né? O girassol não pode faltar, viemos de amarelo para prestigiar o bloco. Animação total."
Aposentada de 74 anos, Joana D'Arc também afirmou que sua presença é confirmada em toda edição: "Todo ano eu venho, e está maravilhoso como sempre. Aqui todo mundo é uma família mesmo, é lindo. O clima também está ótimo, não está tão quente, mas estou me hidratando bem, com água e cerveja", brincou.
Veterano no Que Pena, o estudante de geologia Valmir de Almeida, 26, disse que o novo endereço não atrapalhou a energia do bloco: "Venho há quatro anos e cada vez fica melhor. Hoje vim com o namorado, que está tocando pandeiro lá em cima e com mais seis amigos. Achei que fosse ser um desafio, por sair do Lume, mas a energia aqui na Praça Tiradentes está maravilhosa. A mudança não mudou em nada."
Já Hélia Nogueira, de 60 anos, revelou que a maior motivação para comparecer no Que Pena é ver a filha no trio, que participa da banda. "Há dois eu venho, sempre para acompanhar minha filha. O bloco está lindo, colorido. Mesmo com esse calor, tudo é só alegria, a gente está se hidratando, então está tudo ótimo."
*Reportagem da estagiária Ágatha Araújo, sob supervisão de Adriano Araújo. Colaborou Érica Martin








Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.