Carnavalesco Tarcísio Zanon, da ViradouroFoto: Manuella Viégas / Agência O Dia

Rio - Empolgado para entrar na Marquês de Sapucaí, na madrugada desta terça-feira (17), com a homenagem ao mestre de bateria da Unidos do Viradouro, Ciça, o carnavalesco Tarcísio Zanon exaltou a trajetória do responsável pela Furacão Vermelho e Branco desde 2019.
"Eu acho que o Ciça é uma escola de samba inteira dentro de si. Ninguém mais que ele conhece esse local. É muito gostoso poder fazer esse enredo e essa homenagem para ele, que tanto faz para essa festa. É momento de emoção, extravasar e homenagear os nossos", afirmou Zanon.
De acordo com o carnavalesco, a ideia para a homenagem veio do presidente, Hélio Nunes, depois que outra agremiação anunciou um enredo parecido com o que inicialmente seria trabalhado pela Viradouro.
"O presidente falou assim: 'Nossa, por que que a gente não faz o Ciça?'. E a gente ficou super emocionado, porque 'porque não', né? Teve um amigo meu que falou assim: 'Poxa, você foi para Pernambuco e trouxe o Malunguinho e às vezes o Malunguinho está dentro da casa'. Às vezes a Rosa Maria está dentro da casa. Enredos potentes, de gênios, de pessoas importantes para a história, para a cultura, para a história do país. E o Ciça é uma pessoa muito importante para a história do país. Acho que agora ele está tendo devido reconhecimento", celebrou.
Animado para entrar na Avenida, Tarcisio revelou estar com o coração acelerado para homenagear o mestre de bateria. "Coração está a mil. A gente vai fazer um grande desfile, com certeza, para homenagear o nosso mestre. Eu falo que é mais do que um enredo. Mais que um desfile. É uma declaração de amor. Primeira vez na história que a gente vai ver um operário da festa em atividade sendo homenageado. E no quintal da casa dele", comemorou.