Ritmista Elaine Silveira, de 38 anos (esquerda), e Samara Horta, de 19 anos (direita)Foto: Thalita Queiroz / Agência O Dia

Rio - Desafiador, mas irreverente e original. É assim que a Swingueira de Noel, bateria da Unidos de Vila Isabel, enxerga o fato de levar para a Sapucaí três instrumentos que remetem diretamente à época de Heitor dos Prazeres: o ganzá, o agogô e o tamborim quadrado.

A O DIA, a diretora de chocalho, Thayane Cantanhêde, explica que os ritmistas levarão consigo uma bolsa de ombro e farão a troca dos instrumentos na frente dos jurados.

A ritmista Elaine Silveira, 38 anos, conta que o grupo ensaiou por cerca de um mês até aprender a levada do agogô. Apesar dos ensaios, a base musical dos ritmistas ajudou nesse aprendizado. "Aprendemos a levada do agogô em um mês de ensaio. O ganzá tem um toque diferente, então foi necessário esse período de adaptação, mas o fato de já termos musicalidade ajudou no processo, que fluiu muito bem", diz Elaine, que tem seis anos de experiência na música, sendo quatro deles na Vila Isabel.

A ritmista Samara Horta, de apenas 19 anos, passará pelo desafio de fazer a troca dos instrumentos em sua estreia no carnaval.

"É meu primeiro ano. No início era mais complicado, mas depois confiei no processo. Tivemos um bom preparo para isso também", garante.