Rio - O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, e o presidente da Liesa, Gabriel David, chegaram a um acordo para que o Grupo Especial do Carnaval do Rio passe a ter 15 escolas de samba, três a mais do que o número atual. A mudança será implementada de forma gradual e não terá impacto em 2027, quando a elite do carnaval seguirá com o mesmo número de agremiações de 2026.
Na prática, o modelo de acesso e rebaixamento será ajustado: uma escola será rebaixada para a Série Ouro, enquanto duas serão promovidas ao Grupo Especial. A partir daí, a ampliação ocorrerá progressivamente, com o acréscimo de duas escolas por ano até atingir o total de 15.
Com isso, o Grupo Especial deverá contar com 13 escolas em 2028, 14 em 2029 e, finalmente, 15 agremiações em 2030.
A decisão foi anunciada no fim da tarde desta quinta-feira (9), logo após reunião entre os dois. Segundo Cavaliere, caberá à Liesa definir como será feita a alteração no regulamento, enquanto a prefeitura ficará responsável por oferecer suporte financeiro e apoio logístico.
"A gente vê que o carnaval pode continuar crescendo, gerando emprego e renda. Festa, para a prefeitura, é coisa séria. Então, em diálogo e consenso, chegamos a essa decisão. O papel da prefeitura é garantir estrutura financeira e logística. As escolas também precisam de tempo para se planejar", disse o prefeito em entrevista à imprensa. Ainda de acordo com ele, com a mudança, os desfiles passarão a contar com cinco escolas por noite.
Para o presidente da Liesa, Gabriel David, a decisão reflete o amadurecimento da gestão do Carnaval. "Quero destacar a presença do prefeito Eduardo Cavaliere e a abertura ao diálogo com as escolas. Esse tipo de escuta qualificada fortalece todo o setor. Tivemos uma conversa produtiva, em que foi possível aprofundar o entendimento sobre as demandas das agremiações e o momento atual do nosso espetáculo. O cenário hoje é mais estruturado, o que nos permite avançar com responsabilidade na discussão sobre a ampliação do grupo. O modelo definido é progressivo, respeita as regras vigentes e garante segurança financeira para todos os envolvidos", afirmou.
Mudanças na Série Ouro
Em nota, a Liga RJ informou que houve deliberação pela recomposição do grupo com o convite a três escolas, além da manutenção da Unidos do Jacarezinho, após incêndios que comprometeram sua estrutura para o Carnaval de 2026. Também foram aprovados convites à Inocentes de Belford Roxo e à São Clemente, citadas pela relevância histórica no carnaval carioca.
"As agremiações da Liga RJ se sensibilizaram profundamente com a situação da Unidos do Jacarezinho, que foi atingida por dois incêndios durante o ciclo do Carnaval 2026, um em seu barracão e outro em sua quadra, comprometendo de forma significativa sua estrutura e preparação. Diante de uma circunstância tão grave, as escolas entenderam, de forma unânime, pela sua permanência, como um gesto de justiça, solidariedade e respeito à sua comunidade. Também foram aprovados, em plenária, os convites às agremiações Inocentes de Belford Roxo, fundadora da Liga RJ, e São Clemente, fundadora da Lierj, considerando suas relevâncias históricas e suas reconhecidas contribuições ao Carnaval carioca. A decisão da plenária foi, devidamente, protocolada na Riotur", disse em nota.
Leia a nota na íntegra:
Mudanças na Série Prata e Bronze
A Superliga Carnavalesca do Brasil também definiu novas diretrizes para a organização dos desfiles das agremiações da Intendente Magalhães, que concentram as escolas das divisões de acesso do carnaval carioca.
Em alinhamento com a orientação do prefeito Eduardo Cavaliere, a entidade realizou, na última quarta-feira (8), uma plenária com as escolas filiadas. No encontro, ficou estabelecida a ascensão de três agremiações por grupo.
Com isso, foi aprovado o convite às escolas Rosa de Ouro, Unidos de Cosmos e Boi da Ilha do Governador para integrarem a Série Prata. Também foram aprovados convites às agremiações Acadêmicos de Madureira, Arame de Ricardo e Coroado de Jacarepaguá, que passarão a compor a Série Bronze.
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