Imperatriz Leopoldinense escolheu samba-enredo para Carnaval 2027 Reprodução/Instagram
Imperatriz Leopoldinense define samba-enredo
Agremiação de Ramos levará para avenida em 2027 o enredo 'A Memória do Rei e o Sumiço de Dona Júlia'
A Imperatriz Leopoldinense escolheu o samba-enredo que levará para a Marquês de Sapucaí no Carnaval 2027. O anúncio aconteceu durante a final realizada na quadra da agremiação em Ramos, na Zona Norte, na madrugada deste sábado (19).
Cátia Drumond, presidente da escola, explicou a decisão antes de anunciar o samba 7, composto por Me Leva, Thiago Meiners, Gabriel Coelho, Herval Neto, Bernardo Nobre e Guilherme Macedo, como o vencedor para embalar o enredo "A Memória do Rei e o Sumiço de Dona Júlia", do carnavalesco Leandro Vieira.
"Essa é a disputa mais difícil da minha vida porque todos os três sambas, todas as três obras que passaram aqui são sambas que eu gosto. Mas hoje é meu coração que está falando, depois de conversar com minha equipe, depois de fazer muitas perguntas... Eu vou com aquele que me arrepiou e com aquele que eu acho que Dona Júlia quer", afirmou.
Agora, os torcedores da Imperatriz Leopoldinense aguardam outra definição: a nova rainha de bateria. O posto ficou vago após a saída da cantora Iza para assumir o título de Rainha da Escola. As especulações apontam Paolla Oliveira, ex-rainha da Grande Rio, como a suposta favorita para receber a coroa na Verde e Branco de Ramos.
Quinta colocada do Grupo Especial deste ano com o enredo "Camaleônico", em homenagem a Ney Matogrosso, a Imperatriz Leopoldinense será a última escola a desfilar na segunda-feira de Carnaval, dia 8 de fevereiro.
O carnavalesco Leandro Vieira propõe a narrativa que une ancestralidade e cultura popular ao retratar na avenida o mistério da boneca que desapareceu por mais de trinta anos ao ser levada para um museu na década de 1970 e só reencontrou sua origem durante os preparativos e os ritos do carnaval de 2014.
Dona Júlia, esculpida para guardar os axés do Maracatu Porto Rico, saiu das mãos de seu grupo em 1978 e, por razão não desvendada, foi dada como desaparecida pela instituição responsável por sua salvaguarda, após representantes de seu maracatu reivindicarem o direito por sua posse, em 1980.
A calunga reapareceu ao ser deixada por um estudante num terreiro em Olinda, sob a alegação de que o objeto "assombrava" a sua casa.


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