Mariana Belém detona pessoas no velório de JP MantovaniReprodução de vídeo / Instagram
"E aí, tem gente que fala assim: 'Ah, mas se o assessor falou, eu acho que o JP ficaria feliz'. O JP não está aqui. Ele vai sentir a sua energia, tua oração e amor. Você comparar o que o assessor acha com o que a mulher do cara acha, para mim, é de quinta. É um bando de gente que quer aparecer no 'TV Fama', porque vai ter no velório".
"Quanto vale o teu biscoito? Vale a dor de alguém? Eu vou na missa de sétimo dia, se for também mais sossegado, no sentido de não ter essa 'biscoitada' toda. O que tem de gente passando por cima do que a Lí pediu. Ela não vai impedir ninguém de entrar, mas é o mínimo de bom senso. É o mínimo de respeito com a dor do outro", refletiu ela.
"Como eu sempre falo: 'o plantio é opcional, a colheita é obrigatória'. É para estar lá os mais íntimos do JP, eu me considero uma dessas pessoas, e com o aval da Lí, só que se há, nesse processo, um pedido para que seja um momento da família, eu não estou lá. Eu não preciso estar lá. Eu faço a oração da minha casa, minha vela está acesa. Eu não preciso da morte de ninguém para aparecer no 'TV Fama'. Eu não preciso passar por cima da dor do outro e do respeito ao outro para ter meus cinco minutinhos de 'como eu sou íntima' e 'como eu sou amiga'. C*r*lh*, quem tem que saber isso são o JP e a Lí, e eles sabem. Então, assim, colham o que plantam. Só colham".
De acordo com Mariana, o velório do apresentador Gugu, que morreu aos 60 anos em 2019, vítima de um acidente doméstico ao cair de uma altura de 4 metros, foi semelhante. "Eu não estou surpresa, é só uma constatação porque na morte do Gugu, em outro patamar, foi igualzinho. Uma galera se achando relevante na morte do Gugu, querendo aparecer e brilhar, achando que tinha relevância. A morte do outro é sobre o outro. A preocupação é com quem fica, a Lí, a filha dele, a mãe, o irmão dele… Não deveria ser a gente, porque não é a gente. [...] Se a família precisa disso para conseguir superar o que está acontecendo... superar a gente não supera, tá? A gente aprende a viver com o buraco. Eu perdi um irmão e sem bem como é isso".
"A gente aprendi a conviver com aquele rombo dentro da gente. A gente não supera. Então, a família precisa de tempo, espaço e respeito para tentar entender como será daqui para frente. Não sou eu, não sou você, não é a pessoa que foi na casa dele uma vez. O JP era luz, era aquele amor com todo mundo, mas nem todo mundo era essa pessoa para ele. E ele sabia muito bem quem não era. Então, não vem agora querendo biscoito no velório dele. 'Ai, eu estou aqui gente, no velório dele. Vim abraçar a Lí'. Ela pediu para não ir. Se você está indo, já está fazendo m*r*d*. não é a pessoa mais próxima possível, e eu sei quem são, você só está passando vergonha e queimando seu filme", concluiu Mariana.




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