Julia Roberts viveu profissional do sexo em Uma Linda Mulher (1990)Reprodução/Instagram/Tocuhstone Pictures
Julia Roberts diz que não faria ‘Uma Linda Mulher’ nos dias de hoje
Atriz comenta desconforto do público e destaca como os tempos e ideias mudaram
Rio - Julia Roberts, de 58 anos, surpreendeu os fãs ao revelar que, nos dias de hoje, não aceitaria interpretar novamente Vivian Ward, protagonista de "Uma Linda Mulher" (1990), filme que marcou sua carreira e a consolidou como um dos maiores nomes de Hollywood.
Na comédia romântica, a atriz dá vida a uma profissional do sexo que é contratada por uma semana por um empresário rico e solitário, Edward Lewis, interpretado por Richard Gere. O acordo profissional, no entanto, acaba se transformando em um romance inesperado, dando origem a um dos casais mais icônicos do cinema.
Em entrevista ao Deadline, Julia explicou que acredita não ter mais o perfil necessário para viver uma personagem como Vivian. Segundo ela, a ingenuidade que marcou a personagem já não se encaixa em sua vivência atual. “Ah, é impossível. Tenho anos demais de desilusões do mundo dentro de mim agora para conseguir navegar em um filme assim. Não é o peso do mundo de forma negativa, mas tudo o que a gente aprende, tudo o que vai colocando na bagagem ao longo do caminho. Seria impossível interpretar alguém verdadeiramente ingênua, de certa forma”, afirmou.
A atriz também destacou que, apesar da profissão da personagem, Vivian carregava uma inocência própria da juventude. “É curioso dizer isso sobre uma profissional do sexo, mas eu acho que havia uma inocência nela… acho que isso tem relação com ser jovem”, refletiu.
Vencedora do Oscar, Julia ainda comentou sobre o desconforto que parte do público sente ao assistir ao filme atualmente, diante das mudanças culturais e sociais ao longo dos anos. “Sempre que há uma grande passagem de tempo e mudanças culturais… pense em filmes e peças dos anos 1920, 30 e 40. Hoje, a gente olha e pensa: ‘Como as pessoas diziam e faziam essas coisas?’. São escolhas que fazemos como artistas, como apreciadores de arte, como pessoas que amam ler livros e ir ao teatro. Os tempos mudam, as pessoas mudam, as ideias mudam”, concluiu.




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