Grupo Menos é MaisThaís Mallon / Divulgação
O "Churrasquinho 4" representa um momento de maturidade e consolidação do Menos é Mais. O público já conhece bem os nossos projetos, não apenas o 'Churrasquinho', e agora sentimos que era a hora de mostrar essa evolução do grupo. Trouxemos muitas músicas inéditas, algo diferente de outras edições, sem abrir mão das regravações, que são uma marca do projeto. Além disso, o trabalho antecipa como será o evento que vai ganhar as ruas em 2026, passando por 10 cidades, com a dinâmica de palco, movimentações e interações que traduzem as várias horas de pagode que vamos apresentar ao vivo.
- "Brinda Aê" foi escolhida como faixa foco. Por que ela traduz tão bem o espírito desse novo trabalho?
"Brinda Aê" tem a cara do Churrasquinho. A linguagem, os arranjos e a sonoridade são genuinamente pagode, sem diálogo com outros gêneros. A música conta uma história de luta, rotina e conquista, celebrando a vitória, algo muito brasileiro. Ela também dialoga com o período em que foi lançada, entre o fim de um ano e o começo de outro, quando o país vive um clima constante de comemoração, entre dezembro e o Carnaval. Soma-se a isso o contexto da Copa do Mundo, que costuma despertar um sentimento maior de união e patriotismo, deixando rivalidades de lado para reunir todo mundo em torno de uma cerveja e de um bom pagode. É essa vibe que a faixa carrega.
- A gravação reuniu cerca de 15 mil pessoas em São Paulo. De que forma a energia do público influencia as decisões criativas e o clima dos projetos do grupo?
A energia do público dita o ritmo das gravações do Menos é Mais, seja em projetos intimistas ou em grandes eventos. É essa troca que traz calor às músicas e faz a batucada pulsar mais forte. Quanto maior a plateia, maior também a responsabilidade. No "Churrasquinho", o grupo buscou entregar leveza e precisão, com muita preparação, por se tratar de um projeto que é a cara do Menos é Mais e que levou o nome do grupo para todo o Brasil. Esse cuidado se reflete em cada detalhe: escolha de repertório, arranjos, momento da gravação e até na experiência do público no evento.
"P do Pecado" foi uma explosão positiva na trajetória do Menos é Mais. O grupo acreditava na força da música e sabia que era diferente, mas não imaginava que ela poderia alcançar lugares tão altos. A canção chegou inicialmente com uma pegada de reggaeton, vinda de compositores ligados ao sertanejo, e foi traduzida para a linguagem do pagode, mantendo a parceria com Simone Mendes. Sobre os rankings e números, a satisfação é grande, mas o mais relevante é ver o pagode chegando a cidades e espaços onde antes havia menos abertura, com o público cantando em coro nos shows. Essa conexão diz mais sobre o momento vivido pelo Menos é Mais do que os resultados estatísticos. Não se trata de desbancar o sertanejo, até porque não há competição, o gênero também contribuiu para esse sucesso, tanto pela parceria com Simone Mendes quanto pelo público que abraçou a música. É, acima de tudo, uma vitória da música.
- O sucesso abriu novas possibilidades criativas. Há espaço para outras fusões musicais nos próximos projetos, como a parceria com Simone Mendes, ou a ideia é aprofundar ainda mais o pagode em sua essência?
O Menos é Mais vive hoje o melhor momento da carreira, o que permite fazer escolhas com mais segurança. A ideia é manter o que vem dando certo e, ao mesmo tempo, inovar. O grupo seguirá com o projeto Molho, que tem forte conexão com o público, e planeja uma gravação maior no fim do ano, trazendo novidades e mostrando novas facetas do Menos é Mais. As parcerias continuam surgindo a partir da música: primeiro vem a canção, depois a escolha de artistas que tenham afinidade estética e energética com o grupo. O foco é seguir criando, motivado pela resposta do público, a quem o grupo atribui todas essas conquistas.
- Existe algum feat dos sonhos que ainda não aconteceu, mas que vocês gostariam de realizar?
Existem muitos feats dos sonhos, o que torna difícil citar apenas um. O Menos é Mais se inspira em diferentes gêneros e referências, não apenas no pagode. Entre os nomes admirados estão Djavan e Ivete Sangalo, além de grandes ídolos do pagode como Fundo de Quintal – com quem já gravamos –, Grupo Revelação e Sorriso Maroto. As influências são diversas, reflexo da formação cultural de Brasília, e os sonhos seguem abertos.
- Como estão os planos de turnê para os próximos meses? O público pode esperar novidades ou formatos diferentes de show?
A agenda dos próximos meses segue intensa, com a missão constante de rodar o Brasil em shows semanais. Em 2026, o grupo também volta ao exterior, com apresentações confirmadas em Portugal, além de outros destinos ainda não divulgados. Entre as novidades, está a circulação do 'Churrasquinho' do Menos é Mais e a preparação de shows especiais em cidades estratégicas. A proposta é seguir se renovando, atualizando o repertório e oferecendo experiências diferentes ao público ao longo do ano.
- Vocês costumam reforçar que preferem ser conhecidos pela música, longe de polêmicas. Em um cenário de superexposição e redes sociais, como manter esse equilíbrio?
O equilíbrio entre visibilidade e discrição acontece de forma natural. O grupo nunca buscou polêmicas e acredita que ainda não ocupa esse lugar de superexposição da vida pessoal. Nas redes, o foco segue sendo a música, embora o Menos é Mais entenda que o público gosta de conhecer um pouco do cotidiano dos artistas. Essa aproximação acontece sem excessos, mantendo a essência e priorizando o trabalho musical, que sempre foi o principal motor da trajetória do grupo.
- Depois de tantas conquistas em 2025, quais são os principais objetivos do grupo para 2026?
Para 2026, os objetivos passam por continuar buscando boas músicas, parcerias coerentes com a identidade do grupo e entregas consistentes ao público. Após um ciclo muito positivo entre 2024 e 2025, a meta agora é manter o mesmo espírito: felicidade, realização pessoal e gratidão. O Menos é Mais quer seguir vivendo intensamente as conquistas, valorizando cada passo da caminhada.
- Olhando para o futuro, qual é o maior sonho coletivo do Menos é Mais que ainda falta realizar?
O grupo entende que muitos dos maiores sonhos já foram realizados, especialmente quando conseguiu, há sete anos, viver exclusivamente da música, um feito significativo no cenário brasileiro. Rodar o Brasil e o mundo também já se tornou realidade. Por isso, mais do que projetar objetivos distantes, o momento é de manter os pés no chão, seguir trabalhando com dedicação e aproveitar tudo o que ainda está por vir ao longo de 2026.




