Filha de Lexa e Ricardo Vianna morreu após parto prematuroReprodução/Instagram
“Há um ano eu dava a luz! Ela nasceu mexendo muito e muito curiosa, tão bonequinha. Hoje era para ter festinha, mas eu tenho certeza que a festinha no céu está acontecendo. Tudo mudou a partir daquele dia!”, escreveu. Lexa também falou sobre a experiência da maternidade e do luto. “Te gerar foi a coisa mais linda que eu já vivi na minha vida, te carregar nos braços foi a minha maior emoção. Conviver com essa dor não é fácil, mas mamãe foi aprendendo com o tempo. Juro que me esforço!”, declarou.
No texto, a artista afirmou que a chegada da filha teve um impacto profundo em sua vida. “Obrigada, Jesus, por esse presente, ela veio para me salvar, para me fazer ser melhor. Hoje eu só te agradeço, Pai, não te questiono mais, eu aprendi a ressignificar tudo. Filha, eu sei que no final nos reencontraremos. Te amo com toda a força do meu ser, minha Sofia”, completou.
Durante a gestação, Lexa enfrentou um quadro grave de pré-eclâmpsia. Em entrevista ao programa "Fantástico", da TV Globo, ela relatou os momentos de risco. “Beirei a morte tentando salvar minha filha”, disse. Segundo a cantora, a decisão médica foi clara. “O médico entrou e falou assim: ‘olha, eu preciso te falar isso, mas na medicina a gente sempre vai escolher a mãe’. E aí eu falei: ‘eu vou até o meu limite, se possível’. E eu realmente beirei a morte tentando salvar minha filha.”
A gravidez foi anunciada em outubro do ano passado, três meses depois da descoberta. Lexa contou que a gestação foi planejada. “Foi um sonho muito calculado, muito querido e muito mentalizado. Não foi uma criança que foi um susto, sem querer. Eu queria muito”, afirmou.
Ela também destacou os cuidados desde o início. “Tudo foi muito assistido desde o começo. E imediatamente eu comecei meu pré-natal. Eu segui um pré-natal à risca, à risca, à risca”, disse. Mesmo grávida, a cantora manteve compromissos profissionais, incluindo shows e os ensaios como rainha de bateria da Unidos da Tijuca, sempre com liberação médica.
O alerta surgiu após exames específicos. “Meus exames estavam todos ok, mas a minha pressão sempre dava 12 por 8, 13 por alguma coisa, e isso incomodava a Camila, minha doutora. Ela pediu um exame para ver o índice de pré-eclâmpsia. Fiz e veio um alto índice de risco”, contou.
Com 24 semanas de gestação, Lexa foi internada na Maternidade Santa Joana, em São Paulo. “Eu estava ali lutando, semana a semana, para segurar a gestação, porque sabia que quanto mais tempo da Soso na minha barriga, era uma possibilidade de vida dela”, relatou. A cantora ficou 17 dias internada, quatro deles na UTI, e teve diagnóstico de síndrome HELLP, uma forma grave da pré-eclâmpsia que coloca a vida da gestante em risco.



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