Ramille interpreta Cinara em Coração Acelerado Manoella Mello / TV Globo

Rio - Natural de Irajá, Zona Norte do Rio, Ramille vive uma fase especial ao interpretar a primeira vilã da carreira, Cinara, na novela "Coração Acelerado", que ocupa a faixa das 19h da TV Globo. Na trama de Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento, a personagem é neta Aldenora (Virgínia Rosa) e foi preparada pela avó para ser herdeira da tradição de chás e 'garrafadas'. Contrariando os ensinamentos, a jovem não ajuda ninguém de graça. O jeito ambicioso, inclusive, estremece a relação com a familiar.
Na pior, Cinara procura Zilá (Leandra Leal) se oferecendo para ser coach dela. A mulher de Alaorzinho (Daniel de Oliveira) se vê obrigada a contratá-la para não ter um segredo do passado exposto: de que foi ela quem empurrou Jean Carlos (Ricardo Pereira) de um penhasco, resultando na morte dele. Morando na mansão, a neta de Aldenora, ainda, tentou 'fisgar' Alaor, patriarca da família Amaral, para se dar bem, mas não obteve sucesso, já que ele se apaixonou por Marcela (Isabella Nassar).  
Ramille, então, adianta os novos rumos da personagem do folhetim. "De Cinara o povo pode esperar quase tudo porque ela é bem ambiciosa. E virá uma fase que eu acho que o público vai gostar. Ela vai ter uma nova aliança, então, ela estará bem é abusadinha e poderosa", fala.
"E estou amando os caminhos que as autoras estão escolhendo. (Estou) descobrindo mais dessa Cinara. Então, tem hora que eu acho que vai ser uma coisa e aí eu falo: 'Não, vai ser outro caminho, olha que maravilhoso'. Estou sendo sempre surpreendida por Cinarinha e essas autoras", acrescenta. 
Apesar de terem visões de vida diferentes, a atriz acredita que Cinara e a avó podem se reaproximar, ao ressaltar o amor que ambas sentem uma pela outra. "É família, elas se amam. Mas mesmo assim elas têm esses embatezinhos. Mas sempre há chance de se reaproximar quando há amor".
Toda essa complexidade da personagem é celebrada por Ramille. "A Cinara é uma personagem com muita profundidade. E eu sou uma atriz que gosto muito de construir camadas, é uma delícia. Estou completamente apaixonada por fazer uma personagem com um traço de vilania. Estou amando, me divertindo muito", ressalta.
O sotaque goiano foi outro desafio para a carioca, já que a história se passa na cidade fictícia Bom Retorno, em Goiás. "Fiquei preocupada e vidrada em fazer um sotaque bom, que os goianos se sentissem representados. Antes de saber se eu tinha passado ou não para a Cinara, junto com a minha preparadora Ana Carter, começamos a estudar... Comecei a falar na minha vida com o sotaque goiano", lembra.
Carreira
Ao longo da trajetória profissional, Ramille já trabalhou na série "Encantado's" (2022) e nas novelas "Família É Tudo" (2024) e "Vale Tudo" (2025). "Eu amo a minha história. Cada trabalho foi feito com muito amor, suor e muita garra para conquistar. [...]  Amo dar vida a outras personagens diferentes, estou muito feliz e estou me divertindo muito", celebra a artista, que exalta suas origens.
"Eu tenho muito orgulho de onde eu vim, de quem eu sou. Eu ouso dizer que eu acho que todo ser humano, inclusive, tinha que fazer um estágio morando no subúrbio para entender a vida, porque o subúrbio é maravilhoso. Eu me sinto muito honrada de estar ali, sendo referência, sendo reconhecida. [...] Eu me sinto honrada, privilegiada e muito feliz", diz. 
Além de atriz, a artista é cantora. Ela conta que, no momento, está se dedicando à atuação, mas não descarta a carreira musical. "Confesso que a música é um outro amor. Depois de muito tempo entendi que eu nasci para ser atriz, eu me encontrei. Mas eu não gosto de fechar nenhuma porta, eu amo cantar e, quem sabe, eu volto. Mas eu não estou botando nenhuma pressão".
Brilhando em "Coração Acelerado", Ramille, por fim, demonstra vontade de estrear nas telonas e interpretar um papel "dramático". "Quero muito fazer cinema. Fazer um filme, uma minissérie, assim. Eu não sou muito também de ficar me programando. Vamos ver quais oportunidades vão pintar. Mas gostaria muito de pegar uma personagem com uma carga dramática bem densa. Acho que seria incrível".