Fernanda Abreu Mateus Rubim / Divulgação

Rio - "Garota Sangue Bom" e dona de um grande suingue, ⁠Fernanda Abreu revisita o disco "Da Lata" depois de 30 Anos em um show inédito, com parte da banda da formação original, no Vivo Rio, na Zona Sul, neste sábado (11). A apresentação faz parte do festival Queremos! e contará com as nove canções do álbum original, além de outros sucessos da artista.
"Eu já estou emocionada! Tenho ensaiado o show e em vários momentos me vem um filme na cabeça. As músicas são muito boas e a banda esta arrasando", comenta Fernanda.
Estrear essa turnê na Cidade Maravilhosa tem um 'gostinho especial' para a artista. "O Rio, além de ser a minha cidade amada e a minha identidade, foi a cidade que inspirou o álbum 'Da Lata', que é um disco super carioca e acredito que por isso mesmo foi tão bem fora do Brasil".
Com hits consagrados como "Veneno Da Lata", "Brasil é O País Do Suingue" e "Garota Sangue Bom", o álbum foi um grande divisor de águas na carreira da cantora e eleito um dos melhores discos de música pop latina pela Billboard na época de seu lançamento. As canções desde então ultrapassam gerações.
"É maravilhoso! E prova que, quando a música é bacana, os arranjos não são datados e as letras comunicam, ela se torna atemporal", analisa a artista. 
O espetáculo terá grandes novidades e dará início à turnê do projeto. "Estou preparando um show incrível! Com tudo que tem direito. Banda com formação nova e impecável, arrasando nos grooves, desenho de luz de Césio Lima, videocenografia que vai ser um show a parte de Luiz Stein, figurino da premiada Claudia Kopke e Rogerio S, coreografias novas e um repertório de nove musicas do Lata e outras surpresas. Uma celebração ao álbum 'Da Lata' de 1995, mas atualizado para 2026", avisa Fernanda.
Documentário, vinil e livro

O documentário do "Da Lata 30 Anos"será exibido no Festival de Cinema Brasileiro de Paris. Para acompanhar tudo de pertinho, a cantora embarca para a Cidade Luz, nesta terça-feira (7). Ela admite que há três décadas não imaginaria o impacto deste trabalho para a música brasileira.
"Só o distanciamento histórico trouxe essa dimensão. A recepção da crítica e do público em relação ao documentário, lindamente dirigido por Paulo Severo, está sendo muito boa. Fizemos sessões no Rio, São Paulo, Belo Horizonte, com lotações esgotadas em varias salas e ainda com gente do lado de fora", detalha.
"O filme foi selecionado para o festival do Rio (onde estreou), para o Festival de Paris e, em junho, estaremos no Festival 'In Edit', em São Paulo. Fomos convidados para exibirmos o documentário também no Festival MIMO, em Guimarães, Portugal, no início de julho. Pretendemos seguir esse ano de 2026 no circuito dos festivais e, em 2027, licenciarmos pra um canal de TV ou Streaming", diz. 
Outros formatos do disco também foram explorados, como uma edição de vinil e um livro. "Está sendo demais! O livro, criação de Luiz Stein, com fotos da época e atuais, textos, memorabília e etc. É um item de colecionador. Além do livro tbm lançamos o vinil do 'Da Lata', pois na época só foi lançado em CD, e o remix atual de uma faixa do álbum que nunca havia sido remixada ('Garota Sangue Bom') por uma dupla de DJs mulheres paulistanas ('From House to Disco'), que ficou fantástico. Estou muito feliz, ainda mais agora coroando todo o projeto com o show".