Diogo Nogueira revela novo transplante capilarReprodução / Instagram
De acordo com o médico responsável, Dr. Antonio Ruston, a intervenção teve como foco principal a reconstrução da chamada “hairline”, considerada essencial para um aspecto mais natural e harmônico. “O design estava muito baixo e assimétrico, com folículos de dois e três fios nas primeiras linhas, muito afastados um do outro, os ângulos e direções estavam errados. Nós reaproveitamos o que foi possível e removemos, com múltiplas sessões de laser, tudo o que estava abaixo do novo hairline (linha do cabelo). Haviam muitas irregularidades de superfície, que também foram corrigidas com laser”, explicou o especialista.
O cantor já realizava um acompanhamento clínico há cerca de quatro anos, com foco na recuperação dos fios e na melhora da área doadora, região de onde são retirados os folículos capilares. “Iniciamos o tratamento clínico e já melhorou muito o quadro clínico. Além disso, o fator mais limitante é a área doadora, pois houve excesso de extração e de forma heterogênea”, afirmou Ruston.
Para viabilizar o novo transplante, a equipe médica realizou um mapeamento detalhado da área doadora, com o objetivo de distribuir de forma equilibrada as novas extrações. “Nós conseguirmos homogenizar toda essa área doadora. (...) Nós prosseguiremos com SMP, uma micropigmentação artística para camuflar as micro cicatrizes da cirurgia anterior e também ajudar nessa homogenização, que é muito importante porque o Diogo usa os cabelos muito baixos e nós não queremos tirar essa liberdade dele”, acrescentou.
Segundo o médico, casos corretivos como o de Diogo Nogueira exigem maior precisão técnica e planejamento rigoroso. “Nos casos corretivos e com excesso de extração, eles são muito desafiadores e precisam ser realizados por cirurgiões muito experientes. (...) Todos os passos do processo cirúrgico têm que ser muito bem estudados e rigorosos. O mapeamento tem que ser preciso para nós sabermos exatamente onde e quanto nós podemos tirar de cada área para não danificarmos ainda mais. O controle de qualidade deve ser rigoroso, todos os folículos revisados sob visão microscópica, medida de calibre, lapidação e acondicionamento adequado até o momento da colocação”, destacou.
A textura naturalmente crespa do cabelo do artista também exigiu cuidados específicos na escolha da técnica. Segundo Ruston, a equipe retirou fios mais finos da região da nuca, chamados de “ultrafines”, e os implantou na parte da frente da cabeça para criar uma linha capilar com aparência mais natural. O procedimento também reforçou a quantidade de cabelo em áreas com menos volume e cobriu a região da coroa, o que contribui para um visual mais uniforme.

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