Ator Rui Ricardo DiazDivulgação

Rio - Em meio a uma sequência intensa de estreias, Rui Ricardo Diaz consolida uma fase de forte presença no audiovisual brasileiro. O ator chega à sexta temporada de "Impuros", que estreia nesta sexta-feira (1º), na plataforma de streaming Disney +, ao mesmo tempo em que ocupa as salas de cinema com dois longas, "Rio de Sangue" e "Cinco Tipos de Medo".

"É um momento muito especial, estreando três projetos quase ao mesmo tempo. Dois longas e uma série que já chega à sexta temporada. É um privilégio viver isso dentro de um momento tão potente do nosso audiovisual", afirma o artista. 

A nova leva de episódios de "Impuros" marca mais um capítulo na trajetória de Victor Morello, personagem que Rui interpreta desde o início da série. Policial federal obsessivo e incorruptível, ele atravessa conflitos pessoais enquanto persegue Evandro do Dendê (Raphael Logam) no Rio de Janeiro dos anos 1990. A longevidade do papel, segundo o ator, se tornou um dos maiores desafios e um estímulo na carreira.

"Fazer o mesmo personagem há tantos anos é uma coisa muito doida. É quase como se ele existisse para além de você. Eu acho que essa coisa do tráfico e da polícia é um pano de fundo para as histórias, para os dramas humanos desses personagens. O desafio vai ficando cada vez mais profundo na incapacidade deles de se relacionar com o entorno, com as pessoas que amam. Acho que é isso que conecta tanto com o público, e também com qualquer ator. Quando você vê um personagem tão denso, tão complexo, isso é desafiador e muito estimulante", explica.

Rui não esconde a empolgação com os novos episódios, que levam a narrativa a um novo patamar. "Na minha opinião, a melhor temporada. A sexta temporada vai para lugares inimagináveis. Às vezes, a realidade parece mais absurda que a ficção, e a série consegue chegar muito perto disso", diz.

Fora do streaming, o ator protagoniza dois projetos que exploram diferentes recortes do Brasil. Em "Rio de Sangue", filmado no Pará e ambientado na região amazônica, ele interpreta Edenir, um indigenista cuja decisão desencadeia o conflito central da trama, que envolve garimpo ilegal e tensões com povos originários. No elenco, divide cenas com Giovanna Antonelli, Alice Wegmann e Felipe Simas.

"Ele é um personagem com uma ética muito forte, dedicado à preservação dos povos indígenas. Uma atitude dele, pensada para proteger essas comunidades, acaba impulsionando toda a história", detalha.

O longa aposta em sequências de ação intensas, aliadas ao drama. Rui destaca o nível de exigência do projeto, tanto do ponto de vista técnico quanto emocional. "São cenas difíceis, que pedem muita preparação e concentração. É um filme de ação, mas também de grande carga dramática".
Já em "Cinco Tipos de Medo", o ator integra um elenco de personagens densos em uma narrativa que mistura tensão e reflexão social. O longa chegou aos cinemas após conquistar quatro Kikitos no Festival de Gramado, uma das principais vitrines do cinema nacional.
"O reconhecimento em Gramado é muito importante, abre portas. Mas a grande chancela vem do público, da forma como as pessoas se conectam com o filme", afirma ele, sobre o filme em que divide a tela com Xamã, Bela Campos e João Vitor Silva.

Entre o sucesso da série e a presença simultânea nas telonas, Rui vive um momento de escolhas criteriosas. Ele afirma buscar histórias que dialoguem com o país e ofereçam desafios artísticos. "Eu procuro personagens complexos e histórias relevantes, que precisam ser contadas. Projetos que desafiem o ator e que também tenham uma força de entretenimento", resume.

A agenda segue movimentada. Além da atual temporada de Impuros, o ator já se prepara para iniciar as gravações do sétimo ano da série e amplia sua atuação em produções internacionais, com trabalhos em diferentes idiomas e mercados.
"A gente já começa a gravar a sétima temporada, que deve estrear no ano que vem. Eu também rodei uma série para a Netflix, dirigida pelo Mauro Mendonça, que ainda não tem previsão de estreia. Tem ainda o Macunaíma, do Filipe Bragança, e outras coisas a caminho. Estava fora do Brasil filmando um longa em espanhol, uma coprodução entre Argentina, Brasil, Espanha e Uruguai, que foi muito especial. Comecei a circular por outras línguas, outros mercados", adianta.