Astrid Fontenelle e o filho, GabrielReprodução / Instagram

Rio - Astrid Fontenelle usou as redes sociais para reforçar sua visão sobre adoção e criticou a forma como parte da mídia costuma se referir ao filho, Gabriel Fontenelle. No Dia Nacional da Adoção, celebrado na segunda-feira (25), ela comentou um vídeo publicado pelo jovem, de 18 anos, no Instagram, em que ele fala sobre preconceitos e interpretações equivocadas relacionadas ao tema.
“Não adjetivem a maternidade! ‘Astrid e seu filho adotado passeiam no shopping.’ Gabriel é meu filho e ponto final. E, Gabriel, você é o máximo”, escreveu a apresentadora.
No vídeo, Gabriel criticou comentários que associam adoção à “pena”, “dó” ou “sorte”. Segundo ele, esse tipo de abordagem reforça uma visão distorcida sobre relações familiares.
“Não tô aqui para falar das maravilhas da adoção e sim sobre as concepções que várias pessoas têm erradas sobre a adoção. Sobre pena, sobre dó, sobre falar que a pessoa é coitada. Já escreveram [para ele] que ‘essa sorte eu não teria nunca’. Eu não vejo o lado bonito em nenhuma dessas frases”, afirmou.
O jovem também destacou que laços familiares não dependem de vínculo biológico. “Adoção leva a um amor incondicional porque é amor de mãe e pai. Não tem essa de ‘ai, não são seus pais’. Pai é quem cuida, mãe é quem cuida. Meus genitores? Não sei quem são. E mesmo se soubesse, meus pais são aqueles que me cuidaram”, declarou.
Gabriel contou ainda que foi adotado ainda bebê e afirmou que o assunto nunca foi tratado como tabu dentro da família. “Fui adotado com meses, mas minha mãe me conheceu quando eu tinha 43 dias... Nunca foi para ser um tabu. É sobre pais e filhos. A gente fala muito sobre o processo da gravidez, mas a gente tem que começar a falar mais da adoção porque é um processo bonito, natural e normal”, disse.
Ao fim do vídeo, ele pediu que as pessoas corrijam comentários considerados preconceituosos sobre adoção. “Eu comemoro meu dia em 4 de setembro, que foi o dia que eu fui adotado. Não faça disso um tabu, e se você vir alguém falando sobre uma pessoa adotada, de adoção, de uma forma pejorativa ou errada, conserte”, concluiu.