Deolane BezerraReprodução / Instagram
A influenciadora também comentou as acusações relacionadas ao processo. “Sobre esse processo gostaria de expressar minha indignação, já que nunca fiz parte do crime organizado. Reitero a minha inocência e deixo claro que estou presa pela quantia de R$ 24.500 (valor de honorários que recebi na época como advogada). Valor depositado em minha conta em espécie, e não pela transportadora mencionada no inquérito. Não sou eu que estou afirmando isso, essa informação está no próprio inquérito”, declarou.
Na sequência, Deolane afirmou que nunca teve oportunidade de prestar esclarecimentos durante os anos de investigação. “Peço para ser ouvida, assim como foi pedido no momento da prisão. Além do mais, desde o ano de 2022 venho sendo citada em reportagens midiáticas com tons ameaçadores e em momento algum fui chamada para prestar esclarecimentos sobre esse caso”, disse.
Ela ainda criticou a forma como ocorreu a operação policial em sua residência. “Minha vida é pública, meu endereço é público. Nunca fui ouvida em mais de 4 anos, mas fui acordada com um fuzil apontado para o meu rosto na minha casa e presa sem ter a oportunidade de esclarecer os fatos”, afirmou.
A influenciadora também negou rumores envolvendo empresas registradas em seu nome. “É mentira que tenho 37 empresas em meu nome. Uma mentira que pode ser facilmente comprovada em uma simples pesquisa na junta comercial, uma mentira que se tornou verdade de tantas vezes que foi repetida”, escreveu.
Deolane reforçou ainda sua atuação profissional na advocacia. “Fui advogada atuante em centenas de processos e nunca sequer estive presente na Penitenciária de Presidente Venceslau. Já disse muitos nãos para manter meus princípios e minha ética”, declarou.
Ao final da carta, ela voltou a negar envolvimento com atividades criminosas e destacou sua trajetória pessoal e profissional. “Não sou e nunca fui bandida! Sou mãe, sou empresária, sou advogada. Uma nordestina que venceu na vida pelo próprio suor. Que segue de cabeça erguida acreditando na Justiça”, concluiu.
Entenda o caso
A Operação Vérnix cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra investigados por suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao PCC. Entre os alvos citados pelas autoridades estão familiares de Marcola.
Segundo as investigações, uma transportadora de cargas localizada em Presidente Venceslau, no interior paulista, teria sido utilizada para ocultar patrimônio e movimentar recursos atribuídos à facção criminosa.
Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021. A análise financeira apontou transferências fracionadas destinadas às contas da influenciadora, incluindo repasses que, somados, chegaram perto de R$ 700 mil.
Parte do dinheiro, de acordo com a apuração, teria sido enviada por um homem da Bahia suspeito de atuar como “laranja” no esquema. A defesa de Deolane nega irregularidades e sustenta que os valores possuem origem legal.

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