Anajú Dorigon interpreta Pietra em ’Icônica’ Ricardo Bufolin / Divulgação
Anajú Dorigon fala sobre vilã em novela vertical e participação em 'A Nobreza do Amor'
Atriz também relembra trajetória profissional iniciada em 'Malhação: Sonhos', da TV Globo
Rio - Conhecida por interpretar a vilã Jade em "Malhação: Sonhos", um dos maiores sucessos da temporada adolescente da TV Globo, Anajú Dorigon estreia nas novelas verticais, formato desenvolvido para o consumo em celulares, com episódios curtos, em "Icônica: De Faxineira à Fashionista", do Globoplay. Na trama, ela dá vida à Pietra, uma estilista ambiciosa e sócia de uma grande grife. A personagem se sente ameaçada pela ascensão de Jussara (Aline Dias), uma faxineira que conquista espaço no universo da moda.
Para a atriz de 31 anos, a principal diferença do formato está na velocidade com que a trama se desenvolve. "A possibilidade de experimentar e testar uma nova linguagem como atriz. Os arcos dramáticos possuem uma cadência e intensidade muito maiores e mais velozes. Tudo acontece muito rápido, então a interpretação também precisa ter um ritmo diferente. Um capítulo dura no máximo três minutos, então nesse espaço curto de tempo você precisa ter início, meio e fim", explica.
Se estrelar uma novela vertical representou um desafio para atriz, interpretar uma antagonista foi um terreno mais familiar. Ainda assim, Pietra ocupa um lugar especial na trajetória profissional dela. "Foi muito divertido construir a Pietra porque ela tem um deboche delicioso, uma energia muito teatral e exagerada, mas sem perder a verdade. Ela é intensa em tudo: no jeito de falar, de se vestir, de manipular. Queríamos uma vilã divertida nesse sentido e que se encaixasse dentro do formato das verticais", afirma.
Na TV, algumas personagens de Anajú seguem vivas na memória do público, como, por exemplo, Eugênia, de "A Nobreza do Amor", que ocupa a faixa das 18h, da TV Globo. A personagem marcou o retorno da artista às novelas após sete anos. Alvo das armações de Virgínia (Theresa Fonseca), a jovem conseguiu vencer o concurso que elegeu a mulher mais formosa do Brasil com a ajuda de Alika (Duda Santos), além de desmascarar a rival. Mais tarde, em outra participação especial, Eugênia voltou a Barro Preto já reconhecida nacionalmente e ajudou a promover o trabalho do Ateliê Flor de Seda.
Anajú menciona o carinho pelo projeto. "Eu sou suspeita de falar pois amo a equipe. Tive o prazer de trabalhar com eles há alguns anos em 'Órfãos da Terra' (2019) e admiro muito a qualidade artística de todos os envolvidos. Sem contar que sou apaixonada por novelas de época e estou amando 'A Nobreza do Amor'".
Já em "Malhação: Sonhos" (2014-2015), a atriz ganhou notoriedade nacional como Jade. "A Jade foi muito importante pra mim, tenho muito carinho e colho frutos dela até hoje. É muito especial ver que fizemos parte de um projeto que marcou uma geração. Confesso que tive a sorte e o prazer de ter personagens complexas, menos óbvias e que me permitiram explorar diferentes registros como atriz", relembra.
Embora as vilãs tenham se tornado uma marca da carreira da artista, ela afirma que busca caminhos diferentes a cada novo trabalho. "Penso muito em não me repetir emocionalmente. Claro que as vilãs acabam virando uma marca porque eu adoro fazer personagens intensas, mas tento sempre encontrar nuances diferentes. Nenhum ser humano é igual, apesar de poder apresentar características semelhantes. O mais importante pra mim é não fazer sempre a mesma mulher com nomes diferentes", avalia.
Entre o retorno às novelas, a experiência em um novo formato de dramaturgia e personagens cada vez mais desafiadoras, Anajú considera este um momento de renovação profissional. "2026 está sendo um ano muito especial nesse sentido, com projetos que me tiram da zona de conforto e mal posso esperar para o que está por vir. Estou muito animada com essa fase", conclui.






