João Carlos AlbuquerqueReprodução de vídeo
"Não estou pobre. Estou muito pobre. Depois que saí da ESPN, nunca mais me deram emprego. Por quê? Porque o País está dividido", disse Albuquerque, apelidado carinhosamente de "Canalha" pelo público e pelos colegas.
Com mais de 50 anos de carreira no rádio e na televisão, o jornalista de 70 anos disse que sua propensão a comentar questões políticas e sociais, normalmente com viés progressista, criou um receio em torno de sua contratação. "Nunca mais fui chamado para trabalhar no esporte."
Na ESPN entre 1995 e 2019, Albuquerque lembrou como a emissora mudou o jornalismo esportivo ao trazer maior interação com o público e abrir espaço para comentários de seus apresentadores e comentaristas.
"Entendi que a televisão precisa de interação. Nada de o apresentador ficar horas lendo notícias. Comigo, não. Fiz questão de questionar, dar voz a quem gosta de esporte. Inclusive para me criticar, xingar. Me xingavam, mas ouviam de volta", disse ele a Rímoli.