Bruna Marquezine e NeymarReprodução Instagram

Rio - Bruna Marquezine abriu o coração ao relembrar um dos períodos mais delicados de sua trajetória pessoal e profissional. Durante participação no "Power Talks", um evento em São Paulo, a atriz contou que enfrentou uma fase de grande fragilidade emocional aos 18 anos, quando conciliava a exposição do relacionamento com Neymar e o desafio de assumir o protagonismo da novela "I Love Paraisópolis" (2015).

Hoje com 30 anos, Bruna recordou que precisou lidar com cobranças intensas enquanto via sua vida amorosa ocupar os holofotes. Segundo ela, a situação trouxe uma pressão ainda maior em um momento decisivo da carreira.

"Foi um momento muito vulnerável da minha vida, tinha completado 18 anos, estava fazendo uma novela que não estava indo muito bem. Me tornei protagonista desta novela já com ela no ar, até em uma tentativa de ganhar o público...", relembrou.

A atriz destacou que a repercussão do namoro com Neymar fugia do seu controle e acabou aumentando o peso emocional daquele período. "Eu estava sentindo o peso disso em paralelo à minha vida pessoal, que estava muito exposta, não por escolha. Estava lidando com o peso de uma vida pessoal muito exposta, um relacionamento muito difícil e a responsabilidade do 'contamos com você'", afirmou.

Bruna e Neymar viveram um relacionamento marcado por idas e vindas entre 2013 e 2018. Na conversa, a atriz também revelou que costumava chorar nos bastidores da novela e que a situação chegou a gerar uma reclamação interna.

"Eu chorava com muita frequência nos bastidores e fizeram uma reclamação no RH de que eu chorava muito e atrapalhava a maquiagem. Hoje em dia faço piada, mas fui chamada para uma reunião e ouvi de um homem que eu precisava ser como tal atriz e a seguinte frase: 'Aqui você precisa passar o crachá e começar a interpretar'. Aquilo me feriu profundamente. Eu estava tão vulnerável", contou.

A artista explicou que a experiência teve impacto direto em sua autoestima profissional. Segundo ela, foi nesse contexto que surgiram os primeiros sinais da chamada síndrome da impostora, condição caracterizada pela dificuldade de reconhecer as próprias conquistas.

"A síndrome da impostora começou ali. Hoje olho para aquela menina com muito afeto. Trabalhei com um ator que, nos bastidores, tinha um desempenho terrível, mas ele nunca foi chamado (para conversa). Graças à terapia, consigo olhar para trás e me acolher. Hoje não aceitaria passar por isso", declarou.