Filha de MC Marcinho, Marcelly GarciaReprodução / Instagram
Filha de MC Marcinho relata overdoses e revela ajuda de Jojo Todynho
Mareé também falou sobre os diagnósticos de borderline, TDAH e o impacto da perda do pai na saúde mental
Rio - Quase três anos após a morte de MC Marcinho, Marcelly Garcia, conhecida artisticamente como Mareé, abriu o coração ao falar sobre os desafios que enfrentou nos últimos anos. A cantora revelou o diagnóstico de transtorno de personalidade borderline, TDAH, depressão e dependência química, além de recordar o período mais difícil de sua vida, marcado pela perda do pai.
"Não tenho medo de falar. Sou diagnosticada com borderline desde meus 18 anos, TDH desde os 13. [...] Eu sempre tive muito problema com a depressão, desde muito nova. E o meu pai, por um tempo, ele achava que ia até para chamar atenção, porque 'pô, a menina tem tudo'", contou em entrevista ao programa "O Que Tá Rolando", da FM O Dia.
Segundo Mareé, o cantor passou a compreender melhor sua condição ao perceber a gravidade do quadro. "Só que eu tinha um vazio crônico, né? O borderline tem um vazio crônico. E com o tempo meu pai começou a ver o quanto quase me perdeu pra depressão, pro borderline. Ele falou assim: 'Cara, isso não é brincadeira'. E aí meu pai começou a pesquisar, ir atrás, querer entender."
A artista destacou que MC Marcinho se tornou seu maior aliado diante dos julgamentos que enfrentava. "E, a partir dali, o meu pai foi a pessoa que mais entendeu os meus problemas enquanto tava todo mundo, 'essa menina é mimada' e tal, meu pai sabia que era aqui e não aqui o problema, sabe?", afirmou.
Ao recordar a morte do funkeiro, em agosto de 2023, Mareé contou que a perda agravou seu estado emocional. "E quando eu perdi o meu pai, eu perdi a minha base, sabe? Passei por muitos traumas antes do meu pai vir a falecer. Um mês antes, fui violada. Eu não soube lidar com a perda e aí tive algumas internações psiquiátricas", revelou.
A cantora também falou sobre o período em que desenvolveu dependência química. "E depois disso, quando eu vi que eu tava completamente sem chão, me senti sozinha, me senti abandonada. [...] Foi nessa época que eu conheci as drogas e me afundei nas drogas, muito nova, com 23 anos. Perdi meu pai tinha 23 anos", disse.
Por fim, Mareé revelou que precisou de ajuda para superar o vício e agradeceu o apoio que recebeu. "E pra eu sair disso, depois de ter quase morrido por algumas overdoses, internei e quem pagou meu tratamento foi a Jojo Todynho. Depois que perdi meu pai, fiquei lelé da cuca, perdida", concluiu.

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