Marcos Caruso critica ostentação de Neymar em país desigualLetícia Montrezor / Agência O Dia / Reprodução / Instagram
"Eu sou um pouco Alaor. Eu sou da família, sou da proteção, sou de ajudar o próximo. Eu sou assim. Só não tenho o dinheiro que o Alaor tem, não tenho o poder que o Alaor tem. Fama eu acho que até tenho, mas eu não sou rei do agro, entendeu? Então, se eu tivesse essa fortuna toda, será que eu seria o Marcos Caruso? É o Alaor que me ajuda a entender que é possível você ter tanto e dividir", declarou o ator.
Na sequência, Caruso usou Neymar como exemplo ao falar sobre ostentação e desigualdade. "O Alaor sai de casa e não vai para Dallas, para o Texas. Ele iria alugar a suíte presidencial do melhor hotel de Goiânia, que é a cidade mais próxima, a capital mais próxima. Mas gastar e comprar um negócio de 1 milhão de dólares, como Neymar fez, vivendo num país miserável? Não pode fazer isso. Não pode. Então, você tem todo o seu dinheiro, mas tem que ter um pouco de responsabilidade", afirmou.
O ator também refletiu sobre como a riqueza pode mudar a postura de uma pessoa. "Eu tenho responsabilidade, mas será que, se eu tivesse esse dinheiro todo, eu teria essa responsabilidade? A gente não sabe se vai mudar. Então, o Alaor me ensinou isso. Eu tenho um pouco de saudade desse momento generoso", completou.
Marcos Caruso critica Neymar por gasto milionário: 'Não pode'
— Jornal O Dia (@jornalodia) July 8, 2026
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Em "Coração Acelerado", Alaor Amaral é o patriarca da família Amaral e fundador do Grupo Alaor Amaral. De origem humilde, ele construiu um império, mas decidiu passar o comando dos negócios para o filho, Alaorzinho, vivido por Daniel de Oliveira, depois da morte da mulher. Na nova fase da vida, o personagem tenta aproveitar o tempo que perdeu por causa do trabalho.
Apesar de ser conservador e teimoso, Alaor aparece na trama como um homem justo, afetuoso e de bom coração. Ele se envolve em conflitos familiares e relações amorosas.
Para Caruso, esse é justamente o ponto mais interessante do papel. "Eu acho que ele vai um pouco na contramão", disse o ator, ao concordar que Alaor foge da figura clássica do homem poderoso do agronegócio, ligado apenas ao capital e ao status. "Ele não é isso. Ele é muito humano", resumiu.

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