Rayssa BratillieriDivulgação/Anthony Garcia
Fora das telas, Rayssa diz que a repercussão da novela tem mostrado como cada espectador cria uma relação diferente com a história. "Há quem transforme tudo em memes, quem fique indignado com a postura dos pais e quem sinta pena da Salma por tanto sofrimento. Nosso núcleo tem um equilíbrio de tudo isso."
Entre as reações que mais a emocionaram, uma ficou marcada. "Nunca esquecerei o dia em que uma mulher chegou para mim e disse: 'Precisam existir mais pessoas no mundo como a sua personagem'. Eu concordo com ela", diz a artista. Ela conta que Salma também deixou marcas em sua vida pessoal. "Os aprendizados com ela são elevados. Coisas como fé, amizade, bondade e altruísmo."
Bastidores e novos desafios
Entre as cenas mais marcantes da novela, Rayssa destaca os momentos de conflito familiar e, principalmente, a sequência em que Salma descobre o romance entre Lúcia/Alika (Duda Santos) e Tonho (Ronald Sotto). "Foi muito especial. Eu quase não tinha fala e era no silêncio que precisava contar toda aquela desilusão."
Nos bastidores, ela afirma que o convívio com atores de diferentes gerações também tem sido um aprendizado constante. "Atuar é um exercício de escuta. Observar alguém que está há décadas construindo uma carreira é uma aula de presença e de respeito pelo ofício. Ao mesmo tempo, existe uma troca muito bonita entre todo o elenco."
Aos 28 anos, Rayssa vive um dos momentos mais movimentados da carreira. Além de "A Nobreza do Amor", ela retorna ao streaming na segunda temporada de "Amor da Minha Vida", do Disney +, e chega aos cinemas com "Pecadora", seu primeiro protagonismo em um longa-metragem brasileiro.
"Tenho muita alegria de poder mostrar, em sequência, personagens tão diferentes. 'Pecadora' me desafiou profundamente e ocupa um lugar muito importante na minha trajetória. Tenho a sensação de que esses projetos ampliam as possibilidades do que posso fazer como atriz."
Ao olhar para o futuro, ela diz que pretende continuar buscando personagens que a desafiem. "Continuo desejando papéis que me tirem do lugar conhecido. Acho que uma carreira longa se constrói justamente assim: escolhendo histórias que provoquem novas perguntas e permitam continuar aprendendo."




