Bruno Cardoso é o vocalista do grupo Sorriso MarotoSandro Mendonça / Divulgação

Rio - Vocalista do Sorriso Maroto, Bruno Cardoso vai celebrar o Dia dos Pais, neste domingo (9), afastado da filha, Maria Eduarda, de 4 anos, fruto do relacionamento com Isabella Bruno, devido aos compromissos profissionais. Em entrevista, o cantor fala sobre a data, a relação com a pequena, revela se pretende aumentar a família e dá detalhes do novo projeto do grupo - formado por ele, Sergio Jr, Vini, Cris e Fred, "Sorriso Eu Gosto No Pagode - Lado B", gravado no Galpão do Engenhão, na Zona Norte, em maio, com várias participações especiais. Confira!
- Bruno, hoje é celebrado o Dia dos Pais. Como você vai celebrar a data?
Estarei no trabalho, viajando pelo país, correndo atrás do som, da minha outra filha chamada música.
- Você mudou muito desde a chegada da Maria Eduarda? Ela está em uma fase de muitas descobertas, o que tem achado disso?
Eu estou amando, amarradão de viver essa fase pai. Consegui aproveitar uma grande sequência de dias nesse período de férias escolares do lado dela e foi prazeroso demais ver o desenvolvimento e, principalmente, esse meu lugar de pai.
- Pensa em ter mais filhos?
Pensar, eu penso em tudo. Sou um cara que trabalha nesse lugar lúdico, crio histórias, componho músicas de amor, relacionamentos… Se eu consigo fazer isso para a música, imagina para mim? (risos).
- O Sorriso Maroto lançou recentemente o projeto "Sorriso Eu Gosto no Pagode". De onde surgiu a ideia de trazer esse "Lado B" do grupo para os fãs?
Esse projeto surgiu do clamor público, de fora para dentro. Com o advento da tour 'Sorriso As Antigas', o repertório total do Sorriso ficou muito evidente, tudo começou a reverberar na internet, mas ainda assim no próprio show, apesar de 4h de música, ainda faltaram músicas e o público notou e nos cobrou: 'Sorriso, vocês não estão cantando aquelas do Lado B'. Isso foi virando um coral por onde passávamos. Por outro lado, os nossos mais recentes singles foram músicas consideradas 'lado B', como por exemplo: 'Ela', que gravamos com o Ferrugem no primeiro álbum 'Sorriso Eu Gosto No Pagode'; 'Promessas', que compusemos há quase 20 anos e gravamos com o Thiaguinho; 'Boa noite' e 'Fica com Deus' com o cantor Yan e outras mais…

— Existe alguma música neste projeto que vocês queriam muito gravar há tempos e só agora conseguiram?
A 'Perdas e Danos' é uma delas. Essa música foi composta na mesma fase de criação da música 'Ela'. São linhas musicais com características específicas, densas, para cantar sofrendo as letras fortes do texto. Algo que mexe muito com a gente. Como em 2012 não conseguimos fazer esse movimento de explorar amplamente essa música, ficamos, sim, com o desejo de conectar o nosso público a essa canção. Que bom que estamos conseguindo mostrar para todos essa nova roupagem através do projeto 'Sorriso Eu Gosto No Pagode Lado B'.

- Qual é o sentimento que resume esse álbum?

Nunca é tarde para algo que faz sentido e traz verdade.

- Esse projeto tem a participação de diversos artistas: Belo, Thiaguinho, Péricles, Yan, Marvvila, Ferrugem, Fabinho, Xande de Pilares, Ludmilla, Dilsinho... Como foi o processo de escolha desses nomes?

As músicas os escolheram. Foi tudo baseado em características musicais, vocais, artísticas. O repertório foi sugerindo os nomes e os encontros.
- Vocês gravaram esse audiovisual no Galpão do Engenhão, na Zona Norte. Como foi a energia desse show lá, tendo em vista que vocês já transformaram o Maracanã em uma grande roda de samba?

O Maracanã é o templo maior, algo imensurável não só para o samba, mas para a música brasileira e mundial. Sou imensamente feliz em saber que temos a nossa história eternizada com dois shows com mais de 65 mil pessoas esgotando os espaços do Maracanã. Mas o Samba da Feira é diferente, ele tem um papel cultural de importante impacto na cena do samba e do pagode.
Lá é o local onde o 'povão' tem acesso aos artistas emergentes. Lá é o palco em que a molecada canta,se descobre como artista e se forma. Lá descobrimos o novo, repertórios, movimentos que reverberam e exportam a nossa cultura. O Sorriso tem que estar lá, tem que fazer parte disso. Esse projeto se une a artistas da nova geração no seu habitat natural. Isso é mágico. Ter o Sorriso, com os amigos das antigas que já construíram suas carreiras e a molecada no coração do subúrbio carioca é um sonho realizado.

- No próximo sábado, dia 15, vocês fazem em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Vão levar alguns sucessos deste álbum para a apresentação?

Sim, com certeza. O show do Sorriso vai sofrendo a alteração gradativa do (repertório) musical, show a show. Mesmo o álbum se referindo a tour e projeto 'Sorriso Eu Gosto No Pagode', que também está em cartaz pelo país, parte desse musical vai para o show que faremos na Zona Oeste.

- O Sorriso Maroto tem fãs de diferentes gerações. Como vocês enxergam essa chegada de um novo público, já que cada vez mais os jovens gostam do trabalho de vocês... 
Apesar de quase 30 anos de estrada, a música é jovem, os temas são atemporais e nos consideramos jovens também. Começamos cedo, acho que todo esse combo ajuda na conjunção da música. O tempo de estrada passa desapercebido e o som soa novo, apesar de essas canções que estão no projeto Lado B serem novas para o grande público.