Rock in Rio 2019 prevê impacto de R$ 1,7 bilhão na economia do Rio de Janeiro

Com a expectativa de atrair 700 mil pessoas, ocupação hoteleira durante festival deve ultrapassar os 80%

Por O Dia

Rock In Rio acontece nos dias 27, 28 e 29 de agosto e 3,4, 5 e 6 de outubro
Rock In Rio acontece nos dias 27, 28 e 29 de agosto e 3,4, 5 e 6 de outubro -
Rio - Um festival grandioso com números grandiosos. Com a expectativa de receber 700 mil pessoas na Cidade do Rock, cerca de 100 mil por dia, o Rock in Rio promete transformar a paisagem carioca entre os dias 27 e 29 deste mês e entre 3 e 6 de outubro. De acordo com o estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o impacto na economia fluminense será maior do que na última edição. Para 2019, a estimativa é de movimentar R$ 1,7 bilhão durante os sete dias de evento. Em 2017, foi de R$ 1,4 bilhão. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Relações Internacionais, Lucas Tristão, afirma que o festival é muito importante para todo o estado, não apenas para a capital.

"O Rock in Rio é um importante evento para o Rio de Janeiro: atrai milhares de turistas de outros estados e do exterior, e gera inúmeras oportunidades de emprego. Isso resulta na dinamização da nossa economia. O turismo é fundamental para o Rio e vamos incentivar essa grande quantidade de visitantes a conhecer as belezas e atrações das cidades fluminenses", disse.

A vice-presidente do festival, Roberta Medina, lembra que este é um momento oportuno para o estado.
Um calendário robusto acaba valorizando o que acontece em torno do Rock in Rio. Um exemplo disso foi a parceria que fizemos com o Governo do Estado, junto com o trade turístico, que oferece descontos a quem vier ao festival e quiser conhecer as cidades fora da capital.

Ocupação hoteleira deve ultrapassar 80%

A ocupação hoteleira no Rio de Janeiro deve ultrapassar os 80% durante o Rock in Rio. Dados do Hotéis Rio - Sindicato dos Meios de Hospedagens do Município apontam que, para a primeira semana do festival (de 27 a 29 de setembro), há uma média de 78% de quartos ocupados. Os bairros de Ipanema e Leblon são os mais procurados pelos turistas, com 88% das reservas.

Já para a segunda semana do evento (de 03 a 06 de outubro), a previsão é de 84% da ocupação hoteleira na capital. As regiões do Flamengo/Botafogo (92%), Barra/São Conrado (85%) e Ipanema/Leblon (85%) correspondem as mais buscadas por quem se hospedará na capital.

"O Rock in Rio é um evento consagrado e estratégico. Aproveitamos a oportunidade para lançar o TurisRock, que permite aos turistas conhecerem outras atrações e destinos do Estado, seja antes, durante ou depois dos shows. Esse é um momento em que o Rio de Janeiro releva a plenitude de sua vocação turística", ressaltou o secretário de Estado de Turismo, Otávio Leite, lembrando que 173 hotéis e pousadas se cadastraram no programa do Governo do Estado, que oferece 30% de desconto para quem tiver ingresso para o festival.

Ainda segundo o Sindicato dos Meios de Hospedagens do Município, a maioria dos turistas que vão se hospedar na cidade são brasileiros, dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Já os de origem estrangeira, os norte-americanos lideram a lista, seguidos pelos argentinos e franceses.

"O festival é um dos principais eventos do nosso calendário, ao lado de Réveillon e Carnaval. Esperamos que haja incremento na ocupação hoteleira em, pelo menos, 50% nos dois finais de semana do evento", detalhou o presidente do Hotéis Rio, Alfredo Lopes.

De acordo com a organização do evento, 60% do público participante é de fora do Rio de Janeiro. Ao todo, pessoas de 73 países compraram ingressos, entre eles Rússia, Estados Unidos, Emirados Árabes, Polônia, Noruega, Chile, Dinamarca e Canadá. Já em relação aos brasileiros, moradores de São Paulo, Belo Horizonte e Brasília foram os que mais compraram.

Para atender à demanda de visitantes de fora do estado, a companhia aérea Latam planejou um reforço na oferta de voos para o Rio de Janeiro. Com 76 voos extras que têm como destino o aeroporto internacional do Galeão, os trajetos saem de Brasília, Belo Horizonte (Confins), Florianópolis, Fortaleza, São Paulo (Guarulhos), Goiânia, Porto Alegre, Recife e Salvador. Segundo a empresa, o aumento corresponde a 14 mil assentos a mais adicionados à malha aérea da companhia.

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