Edu (Tony Ramos) e Maria do Carmo (Regina Duarte) em Rainha da SucataGlobo/ Divulgação

Rio - ‘Rainha da Sucata’, sucesso dos anos 90 na Globo, será reprisada a partir desta segunda-feira (3) no ‘Vale a Pena Ver de Novo’, logo após a ‘Sessão da Tarde’. Ambientada em São Paulo, a trama retrata o universo dos novos-ricos e da decadente elite paulista.
A história explora o contraste entre a emergente Maria do Carmo (Regina Duarte) e a socialite falida Laurinha Figueroa (Glória Menezes). A relação entre as personagens também é marcada pela tensão provocada por uma paixão em comum: Edu Figueroa, papel de Tony Ramos.
Saudoso e entusiasmado com o retorno da novela, Tony comemora o reencontro com o público e com o papel marcante. “Receber essa novidade mexe com meu emocional e com meu imaginário, que guarda momentos tão felizes da novela. É sempre bom rever um trabalho e poder mostrar uma produção de tremendo sucesso como essa foi. Desde o princípio, eu sabia que essa obra do Silvio seria eletrizante – e foi exatamente isso", celebra.

Na trama, Edu é um playboy elegante, herdeiro de uma tradicional família da alta sociedade. Mesmo após a falência dos Figueroa, ele mantém o charme e o status de conquistador. Ex-colega de ginásio de Maria do Carmo, o personagem desprezava a moça na juventude, até que ela enriquece e ele decide se casar com ela por puro interesse.
A entrada da “nova rica” na mansão dos Figueroa acende o pavio da rivalidade. Laurinha, madrasta de Edu, alimenta uma paixão proibida pelo enteado e passa a infernizar a vida do casal. Suas armações, carregadas de ciúme e ressentimento, renderam momentos de tensão e humor que marcaram época.
“As relações de Edu com Maria do Carmo e com Laurinha eram pontos altos da trama, pois havia uma ambiguidade na ligação com a madrasta e muitas confusões surgiam dessas emoções. Mas não existia, digamos, uma confusão de sentimentos. O que havia, na verdade, era uma disputa intensa, porque Laurinha era uma mulher ambiciosa, que percebia a queda da sua condição social", analisa.
Ao mesmo tempo, Tony destaca que ela via uma mulher jovem, com muito dinheiro, ascendendo naquela sociedade. "Esses conflitos e incômodos geravam belíssimas cenas. E construir essa dinâmica com as duas atrizes foi fácil. Ambas são artistas excelentes, de altíssimo rendimento e muito bom humor”, completa.