Daniel de Oliveira interpreta Alaorzinho em ’Coração Acelerado’Globo/ Manoella Mello

Rio - Longe das novelas em TV aberta desde "O Rebu" (2014), Daniel de Oliveira regressa aos folhetins no papel de Alaorzinho em "Coração Acelerado", que estreia nesta segunda-feira (12) substituindo "Dona de Mim" na faixa das 19h da Globo. O personagem é casado com Zilá (Leandra Leal), mas o reencontro com Janete (Letícia Spiller), amor do passado e agora cunhada, promete abalar as estruturas do empresário da fictícia cidade de Bom Retorno. Em entrevista, o ator de 48 anos fala sobre o novo papel e dá detalhes de seu projeto musical. Confira! 
- O que motivou a volta para as novelas em TV aberta após mais de 10 anos?

Estou matando a saudade porque estava fazendo falta e eu redescobri essa paixão pela novela. Você acaba criando uma truque e vai com ela durante nove meses. Eu fui muito feliz fazendo 'Cabocla' (2004), tenho uma lembrança muito boa e era muito aconchegante. Nessa novela está se repetindo e sendo muito gostoso. Foi maravilhoso encontrar esse personagem, que têm algumas coisas de humor, e eu queria pegar um pouco dessa parte também.  
- Você percebeu diferença nos bastidores comparado ao último trabalho no horário das 19h em "Cobras e Lagartos", em 2006?

Os atores, a produção, os diretores...a gente se entende. Esse contato ser humano para ser humano não se modifica e esse lugar gostoso que a Globo oferece pra gente.
- Qual sua relação com a música sertaneja que é o foco de 'Coração Acelerado'?

É antiga, na verdade. Meus avós tinha um sítio em Pompéu, no interior de Minas Gerais, e eu ouvia Trio Parada Dura, Milionário e José Rico e todos esse modões das antigas. Agora estou retornando para o sertanejo.
- Alaorzinho é apaixonado por Janete, mas acaba se unindo à irmã dela. Como você enxerga essa relação entre o empresário e a mulher?

Ele perde o grande amor nessa história porque é machista e não permite que ela cante. Ela vai embora e quem casa com o personagem é a irmã, Zilá, que sempre gostou dele. Tem um casamento irregular porque não tem tanto amor assim, mas são vinte anos e eles criam esse lugar. Mas com a volta de Janete esse casamento é abalado. 
- Você trabalhou em "Guerreiros do Sol", que estreia na TV Globo em fevereiro. Como foi lidar com a expectativa durante o intervalo entre as filmagens em 2023 e o lançamento no Globoplay em 2025?

Como demorou muito para lançar, estava todo mundo ansioso e perguntando 'quando vai vir?'. Passou muito tempo de tudo, entre filmar e acontecer foram quase três. O Idálio Bandeiro (seu personagem na trama) veio com sangue no olho. O cara era um terror.
- Em quais projetos você se envolveu no tempo que ficou longe da rotina de gravações de uma novela na TV aberta?

De vez em quando eu dou uns perdidos e isso é bom. Na parte de atuação eu trabalhei com o Jorge Furtado em um longa-metragem chamado "Muito Prazer", se bobear vai estrear esse ano, fiz um filme lá no Sul, fiz a história do Lars Grael com o Marcos Guttmann na direção, então foi muito forte porque o personagem é um medalhista olímpico e campeão mundial. Ele teve aquele quase trágico acidente, mas foi dramático e ainda bem que ele sobreviveu. Paralelo a isso, eu abri um bar em Belo Horizonte que é o 'Território do Galo', em frente ao estádio do Atlético Mineiro. 
- Nesse tempo, você também gravou um projeto musical. Como foi essa experiência?
Eu fiz outro disco e nem lancei o primeiro ainda. Fiz com a galera de São Paulo, se chama 'Cinemúsica Particular' e tem Milton Nascimento, Gal Costa, Majur e a Sophie Charlotte. E no disco mineiro, que eu fiz em paralelo à construção do bar, eu botava concreto e gravava uma música, mais um andar e gravava outra música, e no fim gravei treze.